Arquivo de 2010
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MARVADA PINGA
O documentário Malvada Pinga, cachaça imaculada, dirigido por Alejandro Gedeón e Léa Zagury, traz um apanhado da história da cachaça. Genuinamente brasileira, a bebida nasceu por decorrência dos engenhos de açúcar introduzidos no Brasil. Em seu trajeto, já serviu para enganar o estômago dos escravos - abebida era mais barata do que comida e, por isso, os senhores a preferiam para a “alimentação” dos africanos – para movimentar regiões do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e dos estados do Nordeste. Também simbolizou resistência a Portugal (devido à proibição de…
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[os Extras] SIM, SOMOS SERES ESTRANHOS!
Caro leitor, obrigado pela tua leitura. Objetos do apartamento de Nenung.
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NEO NEOCOLONIALSMO
O tempo do imperalismo está longe de ter fim Há muito tempo os europeus, com seu estilo de vida mais cosmopolita e “avançado”, tomaram para si muito do que havia entre o começo e o fim do mundo. Continentes inteiros foram “colonizados” à ferro e fogo. África, América, Oceania, Ásia. Essa história muitos já conhecem: ingleses, franceses, portugueses, espanhóis chegavam em terras ainda pouco exploradas, e dali retiravam tudo que podiam, passando por cima daqueles que ficassem em seu caminho. E isso foi chamado de colonização, como se ali já…
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SIM, SOMOS SERES ESTRANHOS! [parte II]
revista o Viés – Bom, depois do retiro, o que aconteceu? Nenung – Eu tentei ficar em Três Coroas, só que tinha a história da banda, eu estava completamente duro de dinheiro, precisando de estrutura para viver, e aí eu voltei para Porto Alegre. A gente tinha pré-gravado o “Laranjas do Céu” antes de eu fazer o retiro. A gente tava duro total assim. Veio então a ideia de fazer o “Laranjas do Céu” virar um disco. Daí a gente conversou com o 4nazzo e ele propôs que a gente…
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O VAGAMUNDO E O RETRATISTA
Aviões, carros, trens, barcos e pés. Os meios de locomoção são muitos e mudaram muito, mas todos têm o mesmo intuito: sair daqui e ir para lá. A raça humana surgiu há 2,5 milhões de anos; há 10.000, desenvolveu a agricultura e se quedou num mesmo lugar. Das plantações, vieram as vilas; das vilas, as cidades e destas, as megalópoles. Mesmo que não precisemos mais ir de terra em terra em busca de comida, não resistimos aos nossos impulsos nômades, que nos habitam por dois milhões quatrocentos e noventa mil…





