O PREÇO FILOSÓFICO DO NOVO ATEISMO¹

Uma geração de novos ateus se preocupa agora em refutar as supostas provas da existência de Deus. Dizem eles sobre as provas que, ou suas premissas simplesmente não sustentam a conclusão buscada, ou envolvem teses que são incompatíveis com frases científicas suficientemente demonstradas. Em resumo, uma boa educação lógica seria suficiente para fazer notar a […]

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Uma geração de novos ateus se preocupa agora em refutar as supostas provas da existência de Deus. Dizem eles sobre as provas que, ou suas premissas simplesmente não sustentam a conclusão buscada, ou envolvem teses que são incompatíveis com frases científicas suficientemente demonstradas. Em resumo, uma boa educação lógica seria suficiente para fazer notar a fraqueza de qualquer prova da existência.  Disso se segue o dever de adotar a dúvida total – não se deve opinar sobre o que não se pode argumentar.

Resta à religião ser algo como uma doutrina de segunda linha, sem direito a dar opiniões.

Como ateu, não me sinto representado por esses porta-vozes do ateísmo. Apesar da sofisticação lógica que possam ter (e alguns, de fato, a tem), esses indivíduos pagam um preço filosófico que me parece muito caro para defenderem o que defendem.

Provar a existência de Deus é uma preocupação medieval, e foi a filosofia moderna quem produziu as melhores análises críticas dessas provas. Kant – considerado por muitos de seus primeiros comentadores como o destruidor da teologia racional (parte da metafísica que se preocupa exatamente com as questões da existência de Deus) – é, nesse quesito, provavelmente, o mais digno de nota. Principalmente porque, ao contrário dos novos ateus, as razões de sua análise não são somente lógicas, mas também filosóficas. Vejamos rapidamente a caracterização que Kant faz dessas provas, para, em seguida, verificarmos o valor filosófico de sua análise das mesmas.

Para Kant há três tipos de prova da existência de Deus: há as provas “ontológicas”, as provas “cosmológicas”, e as provas “físico-teológicas”.

Os nomes são pomposos, mas a coisa é mais simples do que aparenta. As provas ontológicas são as mais fundamentais. Nelas, tudo que se precisa fazer é analisar o conceito de “Deus” para concluir que existe uma entidade que assim chamamos. Já as provas cosmológicas, por sua vez, exigem um pouco mais de trabalho: primeiro verifica-se que um objeto qualquer existe (por exemplo, eu sei que eu existo), e, reconhecendo que tudo que existe, existe por alguma causa, acaba-se por concluir que é necessário haver uma causa primeira do mundo, i.e., Deus. Por fim, as provas físico-teológicas são bastante parecidas com as cosmológicas. No entanto, nelas nem mesmo é preciso verificar se algo existe de fato, mas simplesmente reconhecer o caráter harmônico do mundo que nos rodeia para concluir a necessidade da existência de um ente harmonizador.

Voltemos agora à análise que Kant faz dessas provas. Como já disse, a sua razão principal não é lógica. Kant por vezes até mesmo aceita essas provas do ponto de vista lógico. Tome-se, por exemplo, a sua relação com o argumento físico-teológico. Versões recentes de provas da existência de Deus, que mantêm semelhança com esse argumento (o argumento do ‘design inteligente’, por exemplo), foram analisadas do ponto de vista lógico. Chegou-se então a conclusão que as premissas que compõem o argumento (‘há harmonia no mundo’), nem de longe nos permitem inferir que “há alguém que harmoniza o mundo”. Mas a crítica que Kant faz à prova físico-teológica não é essa. Kant até mesmo aceita a inferência que a compõe e se limita a dizer unicamente que a noção de “harmonizador do mundo” é mais fraca que a noção de “Deus”, o qual, além de harmonizador, é criador do mundo. Portanto, ainda que se possa concordar que a crítica que Kant faz ao argumento ontológico, por exemplo, é de tipo lógico (talvez Kant não considerasse isso lógica, mas podemos lê-lo dessa maneira), na maioria dos casos, melhor seria dizer que a crítica kantiana é filosófica ou metafísica.

A análise do argumento cosmológico exibe com clareza o caráter filosófico da abordagem kantiana. É possível afirmar que há uma causa necessária para tudo que existe no mundo, apenas com base no reconhecimento da existência de uma coisa qualquer e da verdade da afirmação “tudo que existe, existe por uma causa”? Para Kant não, não é possível.

De fato – ele nos diria – esse argumento é válido (no sentido usual que se dá em lógica ao termo “validade”, a saber, se as premissas são verdadeiras a conclusão é verdadeira).

Além disso, suas premissas são verdadeiras. No entanto, esse argumento não é suficiente para sustentar a conclusão buscada. O ponto já não é lógico: o argumento é válido, as premissas são verdadeiras, e, pelas prescrições da lógica, a verdade da conclusão deveria ser uma consequência necessária. O ponto é filosófico: a passagem das premissas para a conclusão, que caracteriza esse argumento, acarreta na falta de significação da conclusão.

O que Kant quer dizer com isso? Aqui a coisa fica um pouco mais técnica. Kant chama de fenômeno àquelas coisas que compõem o mundo (os animais, os artefatos, as demais pessoas, etc) enquanto coisas as quais temos acesso, i.e., vemos, ouvimos, tocamos. Se essas coisas são então isoladas de qualquer modo de acessos a elas, Kant as chama coisas em si. Ora, para algo ser fenômeno, ou seja, para algo poder ser uma coisa a qual nós podemos experimentar, uma série de condições precisa ser satisfeita, e a lista de Kant é extensa: precisam se dar no espaço e no tempo, segundo relações de causa e efeito, etc. Aquilo que não satisfaz um ou outro desses pré-requisitos não é fenômeno, ou seja, não pode ser experimentado por nós, e, mais, não pode nem mesmo ser conhecido por nós. Deus, a ideia de uma causa que não foi causada, segundo Kant, é uma dessas coisas que não podem ser conhecidas. E não porque sejamos muito limitados para conhecer Deus, mas sim porque ele não é uma dessas coisas sobre as quais faz sentido falar em conhecer (a Europa, um animal raro, um planeta distante). A frase “existe a causa primeira de tudo que existe no mundo”, apesar de ser deduzida a partir de um bom argumento, não tem significação, pois o objeto “causa primeira” nunca pode ser apresentado como fenômeno, e apenas as frases sobre os fenômenos tem significação. (Por mais fictícia que ainda possa soar aos nossos ouvidos a ideia de conhecer um outro planeta, isso é possível e de uma maneira que a ideia de conhecer Deus nunca será. E isso porque Deus não participa das coisas sobre as quais faz sentido falar em conhecer).

É uma lição muito bonita a que nos dá Kant. Talvez sua obra já não seja mais capaz de defendê-la, mas isso não é motivo para abandonar a lição e deixar de tentar sustentá-la, com nossas próprias razões. Pensemos na vantagem dessa lição. Ela permite rejeitar as religiões como paradigmas de conhecimento, ou seja, através dela é possível fazer uma distinção precisa entre ciência e fé. Além disso, ela é um modelo de tolerância e respeito às diferenças, na medida em que separar ciência e fé evita também que a primeira domine os terrenos da segunda. Por outro lado, pensemos no preço filosófico do novo ateísmo. Seu embate lógico com as provas da existência leva as teses da fé aonde nunca deveriam ter sido convocadas, ao tribunal da racionalidade. Ora, o efeito desse enfrentamento é unicamente a confusão entre os pólos. Há de fato quem já diga que os frutos da confusão entre ciência e religião (p.ex., criacionismo) são ciência – má ciência, e isso é apenas um dos prejuízos a que se chegará com o novo ateísmo. Talvez Tchekov ofereça em O Homem Extraordinário uma boa ilustração do novo ateísmo. O personagem principal do conto tem uma mente calculista, uma moral matemática. Mas, surpreendentemente, o cálculo não é para ele garantia de rigor moral, mas unicamente a raiz da confusão entre o bem e o mal. Em suma, ele é um homem bom, mas com uma bondade defeituosa devido à racionalidade que lhe impulsiona. O novo ateísmo é como esse personagem: ele é uma defesa do pensamento crítico e do conhecimento, mas que aplica os critérios da racionalidade de maneira extrema. E o resultado desse tratamento brutal oferecido a tudo que se apresenta serve apenas a um único fim, a saber, a destruição dos próprios parâmetros de conhecimento e pensamento crítico.

Devemos, por fim, considerar uma crítica ao que vem sendo dito até aqui. De fato, a objeção que fazemos ao novo ateísmo é uma objeção a certo uso da lógica. Mas – indaga nosso crítico – não haverá maneira de tornar a relação entre religião e lógica mais amistosa do que aquela pretendida pelos novos ateus? Será que do ponto de vista lógico, só o que podemos dizer da religião é que ela está errada? Uma resposta inicial pode ser assim esboçada. Há duas maneiras, pelo menos, de entender a lógica. Por um lado, podemos entender a lógica como uma teoria da dedução. Cabe a lógica, sob esse ponto de vista, indicar quando uma conclusão se segue de um conjunto de premissas e quando isso não acontece. E podemos ainda entender a lógica sob uma segunda perspectiva, a saber, como uma teoria da compatibilidade entre frases. Sob esse ponto de vista, cabe a lógica indicar quando duas premissas podem ser verdadeiras juntas e quando não podem. É possível apresentar a lógica como teoria da dedução através da perspectiva da lógica como teoria da compatibilidade, mas não podemos fazer o contrário, ou seja, ambas as visões da lógica não são equivalentes. Ao contrário da primeira concepção de lógica, a lógica como teoria da compatibilidade não se preocupa com a prova de verdades. De fato, tudo que se faz nesse caso é determinar o que pode ser afirmado em conjunto e o que não pode. Ora, não será essa visão da lógica menos radical do que a aqui denunciada? Além disso, não será ela positiva para o religioso no sentido em que parece permitir um refinamento da fé? Essa é uma boa questão. No entanto, devemos deixá-la em aberto por enquanto.

O PREÇO FILOSÓFICO DO NOVO ATEISMO, pelo viés do colaborador Bruno Ramos Mendonça.

[1] Agradeço a Elza Maria Ramos Mendonça, ao prof. Frank Thomas Sautter, e a Laura Machado do Nascimento pelos comentários e revisões desse texto.

Bruno Ramos é acadêmico do curso de Filosofia da Universidade Federal de Santa Maria (RS).

Para ler mais artigos acesse nosso Acervo.

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  • http://queerandpolitics.blogspot.com Luiz Henrique

    Interessante a reflexão. Entretanto, Bruno, não compreendi muito bem o que seria o “preço filosófico” que se paga. Retiradas as complexidades teóricas da área, vejo uma relação do par ação-reação na empreitada ateísmo versus teísmo (ambos numa perspectiva militante). Ou seja, à medida que certos teístas procuram investir de cientificidade suas “fés”, passando a atuar sobre o campo científico, político e educacional, alguns daqueles que são ateístas passam a atuar sobre este mesmo nível de argumentação para objetar tais pretensões. Era isso. Parabéns pelo texto, mais uma vez. Abraços.

  • http://livrodeusexiste.blogspot.com/ Oiced Mocam

    http://livrodeusexiste.blogspot.com/

    Guerras em nome de Deus e do Diabo !

    As maiores atrocidades cometidas pela história humana, que abalaram o mundo, foram atentadas em nome de Deus e do Diabo, em nome de Deuses, que não têm evidência alguma, em nome de crenças, ideologias e regimes políticos que pretendiam construir uma sociedade perfeita e dominadora sobre os demais.

    Um dos grandes problemas com a violência e a injustiça nos livros sagrados é que freqüentemente o seu exemplo tem estimulado e tem sido usado para justificar atos de crueldade de seus seguidores. Muitos tem imaginado, que se Deus, que é justo e bom, tenha cometido e permitido os mais brutais atos de violência, os bons cristãos nada têm a temer caso ajam da mesma forma. Esse processo de raciocínio é que fez com que Thomas Paine dissesse que:

    “A crença em um Deus cruel faz um homem cruel”.

    Um exemplo desse tipo de raciocínio é apresentado pelo historiador Joseph McCabe em seu trabalho intitulado “A História da Tortura”. McCabe diz que durante a Idade Média houve mais crueldade e tortura na Europa Cristã do que em qualquer outra civilização na história. Ele demonstra que a doutrina cristã de castigo eterno foi uma das principais causas da extraordinária ocorrência de tortura na Europa medieval. McCabe descreve que a justificativa lógica para a tortura era a de que:

    “Se era natural acreditar que Deus punia os homens com o tormento eterno, certamente estaria certo se os homens punissem outros homens com doses menores desse tormento por uma causa justa.”

    Alguns exemplos históricos de violência e atos de injustiça incitados ou apoiados pela Bíblia seriam a Inquisição, as Cruzadas, a queima de “bruxas”, as guerras religiosas na Europa, as perseguições aos Judeus, a perseguição aos homossexuais, conversão forçada de pessoas na Europa e nas Américas, escravidão de negros, índios, orientais, minorias étnicas, castigo em crianças, tratamento brutal aos mentalmente perturbados, extermínio de cientistas e pesquisadores, uso de tortura nos interrogatórios criminais, chicoteamento, a mutilação e a execução violenta de pessoas condenadas por algum crime. Tais atos foram parte integrante de um mundo cristão por centenas de anos. De acordo com Thomas Paine,

    “A Bíblia é uma história de perversidade que tem servido para corromper e brutalizar a humanidade; e, no que diz respeito, eu sinceramente a detesto assim como detesto tudo que seja cruel”.

    Josef Stalin (1879-1953), com seus campos de concentração na Sibéria e no arquipélago de Gulag, matou mais de 43 milhões de soviéticos. Claro irão pensar, mas ele era comunista e não acreditava em Deus, se esquecem porém que ele é criatura do Criador.
    O exército do czar matou 4 milhões de ucranianos, (uma das maiores atrocidades humanas) mortos de fome e com atos de canibalismo conhecidos como Holomodor, uma limpeza étnica, aldeia por aldeia. Na primeira Guerra Mundial aproximadamente 40 milhões de pessoas foram mortas.
    Atrozes foram os russos na Chechênia, como foram Brejnev e Bush no Afeganistão. A Segunda Guerra Mundial de Hitler e seus países aliados mataram 50 milhões por omissão ou ação, comunistas, ciganos, judeus e minorias étnicas em escala industrial. Em 6 de agosto de 1945, a bomba atômica,de 700 gramas de matéria em forma de átomos ( cada uma com potência equivalente a cerca de 10 mil toneladas de TNT), jogada em cima Hiroshima e Nagasaki no Japão, matou 140 mil pessoas.
    Na Bósnia – crueldade com 40 mil mulheres que foram estupradas por serem muçulmanas bem como 300 mil mortos e 2 milhões de refugiados.
    Em Ruanda – pequeno país da África, um milhão de negros da tribo tutsis foram mortos a facões pelas milícias hutus.
    No Sudão – a limpeza étnica religiosa, onde negros do sul, cristãos animistas, estão sendo eliminados por negros muçulmanos do norte e por milícias árabes. Mais de um milhão de mortos (é o genocídio de Darfur). Em 1916, dois milhões de armênios foram massacrados naquilo que foi o primeiro genocídio moderno com larga escala.
    No Iraque – os curdos do norte foram dizimados por Saddam e Ali Químico (o horror do horror contra xiitas e iraquianos com gases e soda cáustica. Khomemini em nome Dele fez na mesma proporção atrocidades mil.
    Na França – as revoluções e as guerras de Napoleão Bonaparte fizeram mortes e sofrimento. As atrocidades cometidas pelo maior matador em todos os tempos foi do chinês Mao-Tsé-Tsung, que mandou mais de 77 milhões de compatriotas para o além. Também devemos citar o líder sanguinário general Pol Pot , na liderança do Khmer Vermelho – chaninou pelo menos 1,7 milhões de cambojanos mortos, de forma horrenda, um terço da população, entre 1975 e 1979.. A imperatriz Cixi da China (1835-1908) – 12 milhões de pessoas. Kublai Khan da Mongólia outros 19 milhões. Leopoldo (1835-1909) da Bélgica, matou 10 milhões de pessoas, Hideki Tojo (1884-1948) no Japão 4 milhões de pessoas, Gêngis Khan (1162-1227) da Mongólia 4 milhões de pessoas.
    Vietnã – uma guerra química, feita com napalm e bombas cem mil americanos mortos e dois milhões de vietnamitas, laosianos, cambojanos;
    Japão – a bomba atômica lançada pelos americanos cidades arrasadas em minutos e seqüelas para a eternidade. Até a primeira metade do século passado, no Japão religião e política se misturavam, sim ! O Xintoísmo era a religião oficial do país, seguida por japoneses com muito fanatismo. Eles acreditavam que o imperador do Japão era filho dos kamis – os deuses dessa religião oficial. Na Segunda Guerra Mundial os japoneses tinham certeza da vitória, afinal, na cabeça deles, lutavam pelos e ao lado dos deuses. Os pilotos de avião iam sem medo algum para missões suicidas, jogando seus aviões contra navios inimigos, tendo a certeza de que após seu sacrifício estariam ao lado das divindades. Por isso eram chamados de kamikazes, isto é, vento divino.

    A relação tem como critério básico o total de mortes causadas pela ação ou omissão de líderes com poderes ditatoriais, que inclui desde fuzilamentos no paredão até grandes fomes causadas por uma guerra civil e com outros países.
    Os números são do cientista político e historiador americano Rudolph J. Rummel, que escreveu dúzia de livros sobre os casos de “democídio”, o nome que Rummel dá ao assassinato de uma pessoa por um governo, que foram muitos nos últimos 100 anos.

    Os grandes “personagens” da História que chegaram no “inferno” certamente tiveram direito a um “tour” pelo purgatório. Perseguidos por tridentes ou arrastados nas labaredas do fogo entre um martírio e outro, antes de colocá-los no forno eterno. Afinal é o papel de Deus.

    Se o objetivo é melhorar o homem, por que existem guerras ? Existem porque existe a demarcação, as divisões das religiões. Porque praticam a religião que ainda não aconteceu no mundo, quando deveriam praticar religiosidade. Antes as faziam, pelo poder absoluto, pela direita e pela esquerda, comunismo e capitalismo, marxista e leninista, fascismo e nazismo. Agora continuam em nomes das religiões. Porque querem ser mais sábias e corretas nas convicções deles, com ares de superioridade. Podemos afirmar que a religião agrava conflitos humanos, muito mais do que o tribalismo, o racismo ou a política. Claro que isso é um sinal de inferioridade. É um sinal de que as religiões não estão servindo de absolutamente para nada. Agora podemos entender melhor quando Karl Marx teve que dizer que : “A religião é o ópio do povo”. Foi por causa do cristianismo com suas idéias estúpidas, supertições com sua exploração do povo e toda a sua consciência extrovertida e superficial. Hoje não existe mais a URSS, nos anos de 1990 o comunismo (a quem devemos milhões de mortos e milhares de “heróis”) acaba na Rússia, que era a grande oponente dos Estados Unidos, com os quais mantinha um constante equilíbrio aparente de forças e uma constante ameaça de destruição nuclear global. A minoria extremista islâmica que abriga a Jihad – Guerra Santa – está tomando providências para esse seja o eixo dos conflitos do nosso século, na eterna e terrível vocação humana para a guerra.

    Deus não está morto, para mim não está porque não existe, e você não pode encontrá-lo em nenhuma parte a não ser dentro de você. Como alegam que ele existe, deve ter levado uma flecha envenenada ou uma bala perdida e arrasta-se em lenta agonia, numa vida vegetativa e sem tempo para cuidar da paz do homem e do planeta. Ou quem sabe, está se reciclando aprendendo a falar novas línguas, para se adaptar aos novos tempos do mundo. As religiões tentam explicar, dizendo que Deus não ignora a existência das guerras. Tentam explicar, que o sofrimento é uma punição divina para a desobediência. Ou, não que Deus esteja punindo o pecador, mas porque outros pecadores estão produzindo infelicidade. O sofrimento é reiterada e simplesmente apresentado na Bíblia como uma conseqüência do pecado. Ele as chama de “dores do parto”, nação contra nação, reino contra reino, tudo previsto por Jesus. Deus teria dado às pessoas o livre-arbítrio como um grande presente. Só não entendo como Deus não deu a inteligência de que necessitamos para exercer o livre-arbítrio de viver juntos felizes e em paz?

    Conta a Bíblia que quando Deus perguntou a Caim onde estava Abel, seu irmão? Caim respondeu contrariado: “Não sei: sou por acaso, o guardião do meu irmão?”. (Gênesis,4:9). A resposta de Caim tem sido aquela mais encontrada nas sociedades contemporâneas e que ela, de fato, inaugura a imoralidade no mundo.

    Jesus aparece acompanhado de violência e anunciando, conforme Mateus 10:34: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas a espada.”. Talvez essas palavras expliquem as guerras de religião que ainda perduram. Mas quando o “reino celeste” tiver vencido pelo mundo afora , então sim as guerras cessarão. Deus pai amoroso e poder ilimitado tem a última palavra, punindo os pecadores. Mas nesse ínterim os famintos e pobres sentem fome, os necessitados se tornam mais necessitados e sofridos e não tem quem os defenda e ajude.
    Nos ensinamentos do Lama Tibetano Chagdud Tulku Rinpoche encontramos a seguinte explicação: “As crianças que são mortas em uma guerra nada fizeram nesta vida para justificar a sua morte. Mas, para nascer quando e onde nasceram, e morrer nessas circunstâncias, devem ter criado, em uma existência anterior, o carma para morrer assim. Isso não significa quer mereciam morrer. Mas explica por que são “vítimas inocentes”.
    Na América – as últimas nações indígenas foram dizimadas, assim como os Astecas, Maias, Incas, nos Brasil índios Guaranis, Tamoios…. O principal interesse da coroa portuguesa, no sentido de “descobrir” novas terras, era o de estabelecer novas rotas comerciais. O Brasil, Terra de Santa Cruz, Terra de Vera Cruz, carregava estes nomes não por acaso. Os portugueses, desde à tomada de Celta em 1415, carregavam consigo o espírito das cruzadas. As embarcações da expedição cabralina trazia a cruz da Ordem de Cristo estampada em suas velas. D. Manuel I, então rei de Portugal, era também Grão — Mestre da Ordem de Cristo.Em 1500, sob o comando de Pedro Álvares Cabral, o Brasil foi batizado com a fixação em terra da primeira cruz, seguida da reza da primeira missa, proferida, na ocasião, pelo frei Henrique de Coimbra, um franciscano.Portanto, a religiosidade sempre esteve presente no processo de colonização dos portugueses.
    Bahia, na primeira metade do século XVI.Os navegadores portugueses, além da beleza, encontraram também os homens gentios, assim denominados por Manuel da Nóbrega, que representava um dos quadros da Companhia de Jesus, fundada e 1534 por Inácio de Loyola. Era da incumbência de Nóbrega a Missão no Brasil, além da educação dos filhos de colonos. Todas as atividades que a Companhia de Jesus realizava era para a “glória de Deus”, um lema dos soldados de Cristo.A primeira impressão deixada pelos nativos na visão dos viajantes era de que estes homens gentios não possuíam qualquer vínculo religioso, ou seja, não adoravam nenhum tipo de Deus, nenhuma santidade, ou até mesmo um ídolo.No entanto, não demoraria muito tempo para que este conceito elaborado pelos portugueses caíssem por terra. Ronaldo Vainfas – (A heresia dos índios) um renomado estudioso de assuntos coloniais do Brasil, trata desta dimensão da religiosidade dos índios deste período. Com muito brilhantismo e competência, o autor reúne fontes fidedignas que nos revela à preocupação, por parte dos portugueses – jesuítas, após terem se apercebidos da estrutura ritual religiosa contida nos Tupinanbás – Tupi. Os adeptos da santidade ameaçavam os “nativos traidores” (índios) com as piores penas. Na verdade, uma metamorfose punitiva, como chamou Vainfas, ameaçavam transformar os resistentes em animais, pedras, paus, etc. O mito da Terra sem Mal, conta o autor, revela o maior inimigo do índio: o homem branco, os portugueses, o cativeiro, sua Igreja dos padres, a lei dos cristãos…
    Se pensarmos nos Dez Mandamentos recebidos por Moisés no monte Sinai, percebemos as inumeráveis contradições éticas que perpassaram o modelo colonialista que, justamente, matava em prol do respeito às leis cristãs, princípios como não matar e não roubar! O culto a Deus foram relegados ao esquecimento diante do valor material que as minas de prata e ouro do Novo Mundo podiam oferecer. A espada e a cruz marchavam juntas na conquista e na espoliação colonial e conforme o preceito de Maquiavel de que “os fins justificam os meios”.. O Chefe índio Pontiac nos disse:

    “Eles vieram com uma Bíblia e sua religião – roubaram a nossa terra, esmagaram nosso espírito…e agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao “Senhor”, por sermos salvos”.

    Um nativo brasileiro estava amarrado em troncos para ser queimado quando um padre tentou orientá-lo para rezar e conquistar o céu no último minuto.

    “Os espanhóis vão para o céu?”, perguntou o índio. “Então quero ir para o inferno, para ficar bem longe deles”. No século XVII, o padre Gregório Garcia, sustentava que os índios eram de ascendência judaica, porque, como os judeus “…não crêem nos milagres de Jesus Cristo…e não descendiam de Adão e Eva”. Já os índios preferiam ir ao inferno para não se encontrarem com os cristãos.

    Devemos lembrar dos negros escravos batizados antes de embarcarem trazidos da África, talvez o maior terror da humanidade.

    “Senhor Deus dos desgraçados ! Dizei-me Vós. Senhor Deus!
    Tanto horror perante os céus!
    Era o navio negreiro e a escravidão, num genocídio da alma negra liberta ?”.

    A Igreja Católica é acusada por alguns de cumplicidade e apoio ao nazismo de Hitler e fascismo de Mussollini. Monstros como Adolf Hitler em um discurso pronunciado em 12 de Abril de 1922 se dizia cristão (reencarnação do antigo profeta do antigo testamento Elias, encarnação que matou milhões de pessoas) (Norman H Baynes, ed. The speeches of Adolf Hitler, April 1922-August 1939. Vol.1 de 2,pp,19-20, Oxford University Press,1942). O anti-semitismo nunca foi apenas alemão. Historicamente está ligado ao cristianismo, não só a gênese desse, mas à sua preponderância. Na Europa em geral, os judeus eram discriminados desde que o cristianismo se tornou a religião do Estado, e pelas medidas tomadas por bispos cristãos durante séculos. Leis proibindo o casamento entre judeus e cristãos, proibindo aqueles de freqüentar universidades, de exercer cargos públicos, ou obrigando-os a usar distintivos, a viver em guetos, etc. O que aconteceu na Alemanha (economia em colapso, destroçada e hiperinflacionada com a grande depressão mundial de 1929, que deixou 6 milhões de pessoas desempregadas) de Hitler (“salvador da pátria” para deter um “perigo comunista”) não se deveu a um traço do caráter do povo alemão. As massas foram manobradas por uma propaganda com ideais nacionalistas e militaristas e o partido nazista do ditador obteve o apoio financeiro de grandes empresários ou marionetes como: Fritz Thyssen (siderurgia), Kurt von Schröder (banqueiro), Alfred Hugenberg (comunicações), Friedrich Flick (usinas de aço) entre outros.
    Hitler – o Führer, foi abençoado para a vitória pelo mais alto sacerdote cristão da Alemanha; ele rezou para que Adolf Hitler fosse vitorioso. Em Auschwitz – Polônia – no meticuloso plano de extermínio do macabro campo de concentração , os perseguidos, sofredores inocentes e condenados entravam por um portão e saíam por uma chaminé. Foram mortos pelo menos judeus, poloneses, ciganos. O total é estimado em algo como 1,5 milhões de pessoas (ou 5 milhões), grande parte nas câmaras de gás venenoso.
    Mas ele esqueceu completamente que Churchill estava sendo abençoado para a vitória pelo arcebispo cristão na Inglaterra, que nos Estados Unidos, o presidente americano estava sendo abençoado…estranho! E todos eles estavam orando para um mesmo Deus! Esse Deus raivoso deve ter ficado em grandes dificuldades, a quem ouvir? Mas Ele, sendo um velho judeu, tardiamente, deve ter ouvido Churchill, que não era um homem religioso, de maneira alguma. Para Ernest Renan., “O chamado deus dos exércitos está sempre ao lado da nação que tem a melhor artilharia e os melhores generais”.
    O anti-semitismo (Holocausto – o mais hediondo crime contra a humanidade na história da raça humana) que construiu os campos de morte dos nazistas foi herança do cristianismo medieval. Mas qual foi o papel do padre Papa Pio XII e do Vaticano na 2ª Guerra Mundial ao tomar conhecimento do extermínio dos judeus nas câmaras de gás? Como Deus poderia permitir que isso acontecesse com alguém, quanto mais com seu “povo escolhido”?
    Para aqueles que não viram o filme de Costa-Gravas, chamado AMÉM, lhes esclareço: Covardia, omissão e traição aos preceitos do cristianismo A Igreja ainda teria ajudado a diversos nazistas como Mengele, Eichmann, Stangl e outros a fugirem para a América do Sul, expedindo-lhes passaportes e salvos condutos depois da 2ª Guerra Mundial. Esse processo de salvação dos nazistas teria sido denominado de Operação Odessa. O envolvimento da Igreja com o nazismo, foi relatado em livros como A Santa Aliança, de Erich Frattini e A Verdadeira Odessa de Uki Goni. Durante a guerra a Igreja não teria se manifestado de forma contundente contra as potências do Eixo. A Igreja Católica também sofre acusações de ter colaborado com outros ditadores e cerrado fileiras como por exemplo na ditadura de 40 anos na Espanha de Franco onde meio milhão de pessoas morreram na Guerra Civil; Salazar, Pinochet, Somoza, Ante Pavelic entre outros. Não podemos esquecer que todos os ditadores além de exigirem culto a suas personalidades eram também lideres de suas igrejas.
    Roma está esta ardendo em chamas novamente, e o atual papa do Vaticano colocou fogo nele, quando em cerimônia pública, fez questão de mostrar “um” islâmico convertido para a sua religião. Nietzsche, escreveu:

    “Para ter certeza que minha blasfêmia está minuciosamente clara, por meio desta declaro minha opinião que a noção de um Deus é uma superstição básica, que não há evidência para a existência de nenhum Deus (es), que diabos, demônios, anjos e santos são mitos, que não há vida após a morte, paraíso nem inferno, que o Papa é um dinossauro medieval perigoso e intolerante, e que o Espírito Santo (além de um Deus os católicos, tem dois) é um personagem de história em quadrinhos digno de risadas e escárnio. Acuso o Deus Cristão de assassinato ao permitir o Holocausto – sem mencionar a “limpeza étnica” presentemente sendo feita pelos Cristãos no mundo – condeno e vilipendio essa divindade mítica por encorajar o preconceito racial e comandar a degradação da mulher”.

    Desde o início da humanidade deuses eram adorados. Reis, rainhas, faraós, papas, bispos e imperadores sempre foram aliados com e apoiados pela religião. A história, das tribos, nações com seus deuses, sempre mostrou ser assim. Seria de esperar que a religião diferenciasse o ser humano para melhor e tivesse preservado um pouco mais de dignidade. Os homens e governantes ouvem deuses e profetas.

    Cristãos imperialistas como George W. Bush fazem “Guerras Santas” em nome deles , como foram as antigas Cruzadas Religiosas. Os Estados Unidos quando governados por Bush, o astro da direita cristã que se julga interlocutor de Deus e que se consideram agentes da justiça do mundo. País onde os cristãos conservadores exercem notável papel de influência no governo, tribunais e escolas. Atualmente estão fazendo no Oriente Médio, uma guerra que está durando mais do que a última guerra mundial. O seu orçamento militar anual é de trilhões de dólares. Tudo isso na tentativa de quebrar a espinha dorsal do “eixo do mal” dos talibãs fundamentalistas, que tem potencial nuclear (Irã).

    Sonham tornar o mundo seguro para o Cristianismo e Islamismo, do mesmo modo que os sarracenos de espírito místico sonharam tornar o mundo seguro para os maometanos. Ambas inspiradas nas “sagradas cruzadas” conseguiram as manchas mais indecentes, mais vergonhosas e repugnantes não só da Igreja Cristã e Islâmica, como de toda a raça humana. Por trás da crença em Deus, sempre houve muitas guerras com violência, crueldade e barbarismo. Casos recentes: Irlanda do Norte (protestantes contra católicos), Caxemira (muçulmanos contra hindus), Sudão (muçulmanos contra cristãos), Etiópia, Costa do Marfim, Filipinas (muçulmanos contra cristãos), Irã, Iraque, Cáucaso, Sri Lanka (cingaleses budistas contra tâmeis hinduistas), Líbano, Índia, Afeganistão, Nigéria. Azerbaijão (armênios católicos e armênios ortodoxos)…
    Posso afirmar que o sentido de um Deus e da religião desapareceu, no dia a dia do ser humano. Tudo que a humanidade sofreu com as guerras, todas as mortes é a justiça divina de Deus e a misericórdia de Cristo de Maomé ? O Diabo diria, que é preciso ser Deus para gostar tanto de sangue.
    Jeová, Jesus, Maomé & Cia são os “salvadores”, pela sua influência na vida individual ou pública ?
    Justificam que o homem só pode se guiar para encontrar a paz e a felicidade através das Escrituras Sagradas.
    A história nos ensina que a agressividade do ser humano retarda o progresso da humanidade num grau que causaria espanto até a um visitante de outro planeta. A história do mundo é uma história de família de loucos, que constroem um belo palácio e depois o destrói.

    Num mundo de guerras, teríamos chegado neste mundo de dez mil anos trágicos, teríamos chegado a atual civilização em quinhentos anos.

    Como podemos acreditar que existe um Deus todo-poderoso e todo amoroso considerando-se o estado do mundo? Se um Projetista bondoso e infinitamente poderoso governa este mundo, como podemos justificar o derramamento de sangue de milhões de irmãos ? É porque, bilhões de pessoas acreditam numa coisa estúpida e essa mentira continua sendo estúpida. Os seres humanos ferem, oprimem, torturam, violam, estupram, atormentam e assassinam outros . Se no final houver um Deus impotente envolvido em tudo isso, especialmente se esse Deus for responsável por todas as coisas horrendas que acontecem, então eu suponho que haja pouco que possamos fazer quanto a isso. Mas não acredito nisso nem por um segundo. A dor causada aos seres humanos e animais por seres humanos não é causada por uma entidade sobre-humana. Se Deus não é amor, mais uma vez ele não é Deus! Precisamos interferir nós mesmos e fazer o que pudermos para acabar com a opressão, tortura e assassinato e ajudar aqueles que são submetidos a esses abusos da liberdade humana.

    “Nos últimos 100 anos, se enfileirarmos os cadáveres das vítimas de democídio no século 20, eles dariam 6 voltas em torno da Terra”,

    diz, o historiador Rummel.

    Muitos novos remédios estão sendo descobertos pelo avanço da ciência só não descobriram uma vacina contra: a desinteligência, insanidade mental, superstição, a fome, violência, indecência, a ignorância humana e a ingenuidade dos primos primatas. Na descobriram ainda remédio para imunizar principalmente os ditadores, os radicais nacionalistas de direita e esquerda, militaristas de cruzadas religiosas que em nome dos deuses, se alimentam da fome do poder e da glória , do lucro e do ódio, causadores de sofrimento e de mortes. Levam a raça humana à exaustão e destroem as famílias, levando os homens à escravidão e à fome quase universal.
    A raça humana tem capacidade enorme para errar, e assim foi quando no passado as pessoas falavam como anjos e agiam como demônios, quando os esportes da idade primitiva e média eram a caça aos animais (que ainda chamam de esporte) e a queima de hereges e países eram governados por desgovernados.
    Mas também possui fome interna de amor, justiça e sanidade. O mundo precisa aprender com grandes cientistas, estadistas, humanistas, poetas e grandes filósofos e pensadores como: Einsten, Platão, Galileu, Ghandi, Péricles, Ingersoll, Mêncio, Darwin, Lamarck, Mon-Ti, Confúcio, Lao Tzé, Epicuro, Mc Cabe, Benjamin Franklin, Roosevelt, Leipnitz, Voltaire, Epicuro, Crick, Freud, Lênin,Thomas Paine, Osho, Sagan, Saramago, Nietsche, Bertrand Russel, Anderson, Ingersoll, Lucrécio, Pitácoras, Sócrates, Spinoza, Zoroastro… e Buda o ateu que também deu os seus Dez Ensinamentos a seu povo.

    Certamente caro leitor, você como buscador da verdade, que nem eu, saberá agora, pelo que leu até aqui, porque sou Humanista, Pacifista e Livre Pensador e qual foi a minha intenção ao publicar minhas pesquisas sobre religiões. Não podemos negar que elas trouxeram certas contribuições à civilização. Ajudou, nos primeiros tempos, a fixar o calendário, e levou os sacerdotes egípcios a registrar os eclipses com tal cuidado que, com o tempo, foram capazes de predize-los. Certamente à luz da razão você saberá discernir o que de errado existe. Independência é poder e liberdade de escolha com postura própria. Fazer com que muitas pessoas se convençam de determinados enfoques, é o objetivo desse relato, para terem ao menos a experiência do contraditório
    Um progresso real não começará, e esta é a grande lição que a História nos ensina, enquanto dogmas, a violência e a guerra não forem abolidos da face da terra. Se Deus existiu, morreu em Auschwitz! Se deuses existissem, certamente seriam um entrave, ao conhecimento e progresso humano. Esses seriam deuses homofóbicos, racistas, genocidas, desajeitados, criadores loucos, tolos e arrependidos da criação humana!

    ******************************

  • quemsera

    Muito bom o texto do Bruno.
    Esses ateus de plantão, que levam ciência plantada na testa, fazem o mesmo que os cristãos fizeram na alta idade média com a nova ciência que ali principiava. Esquecem-se simplesmente, ou melhor, ignoram o resíduo de toda cultura ocidental, esse pequeno resíduo de 2000 anos quase. Pensa-se que podemos ser algo como que anterior a essa carga cultural que nos antecede; ou que podemos eliminá-la.. isso até não é o pior, o desprezível é essa carga moralista que prega isso como se fosse uma evolução da condição humana. A análise do comentário acima também é boa, mas é histórica. Não se pode confundir a instituição religiosa com a fé com que os homens se dispõe. Não se opera uma interpretação histórico-filosófica sobre a condição humana para que se tenha algo como a fé, mas apenas um depurador lógico que busca tirar a ignorância do homem. Platão mais uma vez se revira em seu túmulo, isso que nem gosto dele. Não defendo aqui a religião, nem um pouco; mas nego o nome de ateu, dada a significação desgastada gerada por essa onda de purificação que os ressentidos do velho continente tentam impor, novamente. Não pretendo fazer análise alguma aqui, caso contrário teria tentado escrever um texto.. hehe
    Mas, parabenizo novamente pelo bom texto.

  • Bruno Ramos Mendonça

    primeiro obrigado a todos pela leitura.

    Luiz Henrique: Concordo com a tua análise da coisa: creio sim que os ateus mais ‘se defendem’ de absurdos do que atacam. No entanto, creio que fazem, em geral, uma defesa inadequada.
    Veja só, é um fenômeno curioso em lógica que qualquer argumento que parta de uma contradição é um argumento válido (p.ex., “O homem foi à lua e o homem não foi à lua, portanto Deus existe” é um argumento válido!). Alguém poderia dizer ao lógico diante disso, “que absurdo! como pode considerar isso um argumento válido?!”. Creio que a melhor resposta – que não deixa de ser uma resposta correta – que o lógico pode dar é dizer o seguinte: “esse é um argumento válido, e eu não preciso brigar contra isso, porque, no entanto, ele é irrelevante. Não basta um argumento ser válido. Ele tem também de ser correto, e para ser correto, as premissas tem de ser verdadeiras. Um argumento que parte de uma contradição, parte de algo que nunca pode ser verdadeiro. Portanto, desconsidere esse argumento: ele nunca poderá ‘de fato’ ser bom.” Proponho que façamos algo parecido com o religioso: desconsideremos sua crença. Não tentemos nos opor verbalmente a ela. Ela simplesmente não faz parte do jogo racional. Ela parece por vezes participar desse jogo, mas ela nunca participa de fato.
    Creio que há uma diferença entre rejeitar “verbalmente” uma crença e rejeitá-la “omitindo” opinião contra ou a favor. O texto tenta articular essa ideia.

    Oiced Mocam: creio que tu comete na longa postagem o mesmo erro que denuncio no texto. Ataca as instituições religiosas pelos males que causaram. Mas procurar argumentar contra os religiosos em função das supostas desvantagens de suas crenças, ainda assim é argumentar com os religiosos. Aí está o erro! (se estou certo…)

    quemsera: acho que concordamos em geral sobre o ponto, mas tu faz um comentário que pode ser provocativo para mim: se os cristãos faziam o mesmo que fazem agora os ateus, então eles se consideravam portadores da racionalidade. Aí tem algum problema do ponto de vista de propostas políticas: como mostrar a instituições religiosas, que se consideram portadoras da racionalidade, que elas não são isso que pensam ser, sem já argumentar com elas?

  • http://livrodeusexiste.blogspot.com Oiced Mocam

    “No Principio, o Homem criou Deus.”

    Deus abrâmico é uma suposição. Se a existência de Deus deve ser admitida, como poderemos provar que ele inspirou os escritores dos livros da Bíblia?

    Como pode um homem estabelecer a inspiração de um outro? Como pode um homem estabelecer que ele próprio é inspirado? Não há como provar o fato da inspiração. A única evidência é a palavra de alguns homens que não poderiam de maneira alguma saber sobre a questão.

    O que é inspiração?
    Usaria Deus o homem como instrumento?
    Usaria-o para escrever suas idéias?
    Tomaría ele posse das nossas idéias para destruir nosso arbítrio?

    Eram esses escritores controlados parcialmente, de modo que seus erros, sua ignorância e seus preconceitos foram diminuídos pela sabedoria de Deus?

    Como poderíamos separar os erros do homem da sabedoria de Deus? Poderíamos fazer isto sem sermos nós mesmos inspirados? Se os escritores originais eram inspirados, então os tradutores deveriam também sê-lo, e também as pessoas que nos dizem o significado da Bíblia.

    Como pode um ser humano saber que ele é inspirado por um ser infinito? Mas de uma coisa podemos ter certeza: um livro inspirado deveria de todas as maneiras exceder todos os livros já escritos por homens não inspirados. Deveria estar acima de tudo, deveria conter a verdade, cheio de sabedoria, beleza.

    SERIA JEOVÁ O DEUS DO AMOR?

    Poderiam essas palavras provir de coração de amor? “Quando o Senhor teu Deus colocá-los diante de ti, deverás golpeá-los e destruí-los implacavelmente; Não farás qualquer acordo com eles nem mostrarás qualquer piedade.”

    “Trarei grandes castigos contra eles; enviarei flechas contra eles; eles serão queimados com fome e devorados com o calor sufocante e com amarga destruição.”

    “Enviarei contra eles os dentes das bestas, com o veneno das serpentes do deserto.”

    “A espada para fora e o terror destruirão os jovens e as virgens; os bebês também e os homens com cabelos grisalhos.”

    “Deixemos as crianças sem pais e as mulheres viúvas; deixemos as crianças permanecer dispersas e pedindo; deixemos que elas procurem seu pão fora de seus lugares desolados; deixemos os que saqueadores subtraiam tudo o que têm, e deixemos que o estrangeiro estrague seu trabalho; deixemos que ninguém tenha piedade delas, e não deixemos que ninguém ajude as crianças órfãs.”

    “Comerás o fruto de teu próprio corpo a carne de teus filhos e filhas.”

    “E o céu sobre vós se transforme em brasa, e que a terra abaixo de vós seja de ferro.”

    “Amaldiçoados sejais vós na cidade, e amaldiçoados vós, nos campos.”

    “Farei minhas flechas bêbadas de sangue.”

    “Eu rirei da vossa desgraça.”

    Viriam essas maldições, essas ameaças de um coração amoroso ou de uma boca de selvageria?

    ERA JEOVÁ BOM ou MAU?

    Por que colocaríamos Jeová acima de todos os deuses?

    Poderia a mente medrosa e ignorante do homem criar um monstro pior?

    Teriam os bárbaros de qualquer país, em qualquer tempo, adorado um Deus mais cruel?

    Brahma, era milhares de vezes mais nobre, assim como Osíris, Zeus e Júpiter. E também o ser supremo dos astecas, para quem eles ofereciam apenas o perfume das flores. O pior Deus dos hindus com o colar de crânios e sua pulseira de cobras vivas, era terno e piedoso comparado com Jeová,

    Comparado com Marco Aurélio, como Jeová fica pequeno. Comparado com Abraão Lincoln, como é cruel e desprezível esse Deus.

    A ADMINISTRAÇÃO DE JEOVÁ

    Ele criou o mundo, os anfitriões do céu, o homem, a mulher e os colocou no jardim. Então a serpente os enganou e eles foram expulsos para conseguir seu próprio pão.

    Jeová ficou frustrado.

    Então ele tentou outra vez. Ele tentou durante seis mil anos civilizar seu povo.

    Nenhuma escola, nenhuma Bíblia, ninguém ensinando o povo a ler e a escrever. Nada de Dez Mandamentos. O povo tornou-se pior e pior até que a piedade de Jeová mandou o Dilúvio e afogou todo o seu povo com exceção de Noé e sua família, oito no total.

    Então ele começou novamente e mudou seus métodos. A princípio, Adão e Eva eram vegetarianos. Deus escolheu Adão para transmitir sua bênção aos humanos , mas Adão o desapontou. Deus escolheu Noé, mas também Noé o desapontou. Após o dilúvio, Jeová disse: “Toda a criatura que vive será carne para vós” inclusive cobras e besouros.

    E falhou novamente, e na torre de Babel ele dispersou seu povo.

    Descobrindo que ele não seria bem sucedido com todo o povo, ele pensou que poderia conseguir com uns poucos, então ele selecionou Abraão e seus descendentes. De novo ele falhou, e seu povo escolhido foi capturado pelos egípcios e escravizado por quatrocentos anos.

    Então ele tentou mais uma vez e os resgatou dos egípcios e os direcionou para a Palestina.

    Então ele modificou sua tática e permitiu que eles comessem apenas animais com cascos e que ruminassem. Novamente ele falhou. As pessoas o odiavam e preferiam a escravidão no Egito em vez da liberdade com Jeová. Então ele os manteve vagando e quase todos que saíram do Egito morreram. Então ele fez nova tentativa. Levou-os à Palestina e os deixou ser governados pelos juizes.

    Isto também foi um erro nenhuma escola, nenhuma Bíblia. Então ele tentou os reis, e os reis eram na maioria idólatras.

    E o povo escolhido foi conquistado e levado como escravo pelos babilônios.

    OUTRO FRACASSO.

    Então eles retornaram e ele tentou os profetas rezadores e curandeiros mas o povo foi ficando pior e pior. Nenhuma escola, nenhuma ciência, nenhuma arte, nenhum comércio. Então Jeová fez-se carne, nasceu de uma mulher, viveu entre aquele povo que ele vinha tentando civilizar por vários milhares de anos. E essas pessoas, seguindo as leis que Jeová lhes ensinara, lançaram contra este Jeová-homem este Cristo blasfêmias, julgaram-no, condenaram-no e o mataram.

    JEOVÁ FALHOU NOVAMENTE.

    Então ele desistiu dos judeus e voltou sua atenção para o resto do mundo.

    E agora os judeus, desertados por Jeová, perseguidos pelos cristãos, são um dos povos mais prósperos da terra. Mais uma vez Jeová falhou.

    QUE ADMINISTRAÇÃO !

    Não preciso ler um livro dito sagrado inspirado há milhares de anos, para homens que viviam naquela época de superstições, para chegar a conclusão de que deus (ses) não existem. As provas de que não existe um deus protegendo a humanidade, estão por toda parte.

    Leitura recomendada na Web:
    http://www.elivieira.com/2011/01/tres-perguntas-para-descrer-em-deus.html