SOBRE A ESPETACULARIZAÇÃO DA TV

São programas híbridos, que têm como tema principal a violência e que trazem nos apresentadores figuras teatrais, no estilo “juízes” dos fatos mostrados e comentadores afiados que tecem suas críticas e especulações sobre os personagens envolvidos. Pelo viés de Liana Coll.

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Os programas de televisão de gênero jornalístico abrangem, comumente, os telejornais e as mesas de entrevista. Há algumas décadas, no entanto, surge um gênero que se diz jornalístico e informativo, focado nos temas policiais, mas que traz algumas peculiaridades na linguagem e na apresentação. São programas híbridos, que têm como tema principal a violência e que trazem nos apresentadores figuras teatrais, no estilo “juízes” dos fatos mostrados e comentadores afiados que tecem suas críticas e especulações sobre os personagens envolvidos.

Os mais conhecidos entre os programas policiais

Eles intitulam-se programas policiais. Os temas, basicamente, envolvem crimes, mortes trágicas e casos de violência. São assuntos ligados à ordem do sensacional, do que foge às regras da vida comum em sociedade. Mas a mescla da apresentação de notícias ao modo como o apresentador dirige-se ao público e tece valorações e comentários acerca dos casos impossibilita a caracterização do programa como jornalístico. Aproxima-se a um show, onde chamar a atenção do público é o objetivo. Os programas, nesse sentido, são híbridos, em que se mistura a simulação dramatúrgica a elementos do jornalismo. Os fatos são transformados em diversão e esvaziam o espaço de crítica e reflexão.

No Brasil, grande parte da população já ouviu falar em José Luiz Datena, um dos nomes mais conhecidos desse tipo de jornalismo, ou em Gil Gomes. Também já devem ter ouvido falar no programa Aqui Agora, do SBT. Atualmente, Datena apresenta o programa Brasil Urgente, na rede Bandeirantes, repetindo o estilo do programa no qual foi consagrado, Cidade Alerta, veiculado pela mesma emissora. Transitou também pela emissora RedeTV, apresentando o Repórter Cidadão – no formato policial, também – e regressou à rede Bandeirantes.

Na rede Bandeirantes, outro programa de mesmo enfoque cabe ser destacado, o Primeiro Jornal, apresentado por Luciano Faccioli. O Aqui Agora, lançado pelo SBT na década de 90, teve como nome mais expressivo, na apresentação, Gil Gomes. A abordagem também eram os casos policiais. Mortes, assassinatos e crimes, narrados por Gil Gomes, ganhavam a tensão necessária para criar e suportar um elo emocional e uma áurea de suspense que persistiu até 1997.

Em 2008, no entanto, o programa Aqui Agora voltou ao ar, mudando apenas o tipo de apresentação, agora realizada por quatro outros jornalistas. A segunda edição do programa, no entanto, durou apenas dois meses, saindo do ar por baixa audiência.

A audiência desses programas, na maioria dos casos, no entanto, é elevada. A linguagem coloquial, com expressões que chegam a ser exploradas pela comicidade, chamam a atenção nos quadros, sempre apresentados e comentados pelos profissionais. A valoração e especulação quanto à vida dos envolvidos nos casos, bem como a exposição de cenas fortes e invasivas, evidentemente não fazem parte das atribuições jornalísticas. Faz mais parte, isso sim, da dramaturgia. Tal formato se cria e se suporta por ser facilmente e amplamente vendido. A mercantilização da informação, segundo Marcondes Filho (1989), é um dos motivos para a crescente espetacularização e sensacionalização da informação.

No programa Brasil Urgente, há sempre uma enquete referente a um tema de debate público, sobre o qual Datena dá sua opinião e abre publicamente a contagem dos votos. O tema tratado no dia 15 de novembro referia-se à redução da maioridade penal. Datena dizia que era a favor e abria a contagem dos votos. Em um ponto, mostra que mais 10 mil pessoas diziam ser a favor também, enquanto as que eram contra não chegavam a três centenas. Isso mostra que o público do programa concorda com as opiniões manifestadas, ou pelo menos concordavam com a opinião em questão. A permanência desse tipo de programa no ar obedece, ao que se pode ver, um círculo duplo. É a vontade do público atrelada ao sucesso de audiência obtido pela emissora. A receita, quando bem sucedida nos dois polos é mantida e tende a ser copiada.

José Luiz Datena representa o tipo de jornalismo que por muitos, mesmo de fora da área da comunicação, já são chamados de “jornalismo sensacionalista”. São formatos que prendem o receptor no conteúdo apresentado pela exacerbada emoção dada a ele, misturada a um linguajar descuidado, com juízos impróprios e abordagens unilaterais. É o mesmo caso do Aqui Agora, apenas mudando o apresentador, o cenário e a emissora. E também é o caso do Primeiro Jornal, da mesma emissora, com diferente apresentador.

Dada a emergência de tais programas, que possuem grandes índices de audiência (como eles mesmos anunciam no ar), cabe perguntar-nos os motivos da inserção de formatos visivelmente apelativos e vazios de contextualizações na grade de emissoras consagradas, o que conduziria os receptores a uma visão acrítica dos fatos. Além disso, cabe perguntar-nos sobre o que chama o público a fidelizar-se a esse tipo de jornalismo sem ética e, no entanto, que se julga capaz de apontar vilões e heróis, culpados e vítimas das mazelas e anormalidades da sociedade.

Para responder um pouco dessas indagações, estudaremos os conceitos de espetacularização e sensacionalismo da informação, atrelando-os às práticas realizadas pelos apresentadores dos programas analisados. Analisaremos um programa de cada um deles que abordem o mesmo tema: a ocupação da reitoria da USP por parte de alguns estudantes da Universidade.

O sensacionalismo e a espetacularização nos programas policiais

Muito se debateu sobre o sensacionalismo no campo jornalístico. O conceito, segundo Amaral (2003), “de tão utilizado ele se tornou uma categoria flácida, sem fronteira e sem vigor”. Entretanto, o conceito ainda suscita discussões importantes para o fazer do jornalismo. Mais ainda quando deparamo-nos com um formato de programa que se utiliza de todos os recursos do sensacionalismo para elevar seus índices de audiência.

Segundo Alberto Dines (1971), há três divisões do sensacionalismo. O sensacionalismo gráfico é aquele que se dirige a leitores não habituados com a leitura e apelam para letras grandes, conceitos pequenos, aspectos visuais marcantes. O sensacionalismo linguístico ou de texto é o que se utiliza de palavras vivas e ricas. O sensacionalismo temático é aquele imbricado com as matérias que  vendem. Nos programas policiais trabalhados nesse artigo, notamos que todas as formas de “sensacionalizar” estão presentes nos episódios. Dines categorizava o sensacionalismo para o jornalismo impresso. Entretanto, transladamos os conceitos para o meio audiovisual por entender que este é resultado da união entre recursos do meio impresso, do meio radiofônico e do meio visual.

O entretenimento na vida da sociedade, para Guy Debord (1997), teria tomado proporções muito grandes. Isso faria com que as pessoas se tornassem facilmente enquadradas como personagens de espetáculos. O campo jornalístico, por esse via, estaria se apropriando da vida humana como dramaturgia. Para isso, utiliza-se dos enquadramentos dos indivíduos em determinados papéis e explora os fatos mais cômicos e perversos das atitudes humanas com esse fim. Seria a espetacularização da mídia.

Diz ele: “toda a vida das sociedades nas quais reinam as modernas condições de produção se apresenta como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação”. A mediação realizada pelos meios de comunicação de massa, nesse sentido, realizaria um afastamento da realidade concreta dos acontecimentos da vida por parte dos indivíduos. Pois consumimos os fatos, as notícias, as imagens. Os meios de comunicação de massa também proviriam as pessoas de heróis, vilãos, ícones de felicidade, de beleza, de sucesso. O espetáculo seria essa “relação social das pessoas, mediada por imagens” (DEBORD, 1997).

Os programas em que se exploram os elementos do espetáculo e do sensacionalismo, nesse sentido, promovem esse modelo de fácil vendagem e influenciam sobre o esvaziamento dos espaços de crítica, de contextualização e de reflexão para os receptores. No momento em que julgam sem analisar o momento histórico, a origem dos problemas e dos indivíduos envolvidos, estimulam o julgamento infundado e vazio de argumentos. 

O caso USP no Brasil Urgente e no Primeiro Jornal – o teor dos conteúdos

Os programas analisados do Brasil Urgente e do Primeiro Jornal referem-se ao tema da ocupação da reitoria da USP por estudantes, em 8 de novembro de 2011.

No programa do Brasil Urgente, foi veiculada uma matéria curta sobre o caso. Nela, José Luiz Datena, o apresentador, chama os estudantes de “traficantes”, “vagabundos” e fala, sobre a USP: “reduto de democracia, uma ova!”. Ainda comenta que “meia dúzia de caras querem deturpar o negócio”.

No programa Primeiro Jornal foram veiculadas quatro matérias sobre o caso. A primeira matéria tem a seguinte chamada: “Imagens mostram reitoria da USP depredada após reintegração de posse“. O foco recai no patrimônio estragado pelos estudantes, ao que Luciano Faccioli, o apresentador, comenta: “que o papai desses estudantes pague esse prejuízo”. Luciano indaga-se: “quantos são os estudantes no total e “quantos são esses vagabundos e vagabundas?”. Faccioli ainda fala “eu só quero ser justo”.

Em outra matéria, a repórter que está no campus relata a prisão de 66 estudantes e começa a mostrar imagens de policiais contendo pequenas manifestações de estudantes descontentes com as prisões dos colegas.

Na terceira matéria, com a chamada “Tensão entre policiais e estudantes continua na USP após prisões”, de 11 minutos, o uso de adjetivos baixos para os estudantes é mais utilizado ainda. Logo no início da matéria Faccioli diz: “enquanto brasileiros e brasileiras trabalhavam na madrugada (…) esses cafajestes, esses vagabundos e vagabundas, e é o que eu, Luciano Faccioli penso e falo e a Band me dá essa liberdade e tenho certeza que muitos brasileiros farem coro comigo nessa citação ou nessa opinião, enquanto muita gente fazia algo de bem, esses estudantes continuavam ocupando o prédio da USP porque entendem que a polícia não deve mais estar na USP. Que coisa estranha, quem não quer a polícia perto, por que hein? Alguém pode me ajudar nessa resposta, pessoal? Quem não quer um policial perto, segurança pública, não quer por quê? Será que é porque faz coisa errada? Será que é porque “deve no cartório”? Será porque é procurado pela polícia? Porque fuma maconha, cheira cocaína, fuma crack e não quer ser pego?”. Faccioli ainda fala que gosta das coisas certinhas, que por isso está na BAND.

Quando um estudante cobre a câmera da BAND com uma camiseta, Faccioli pergunta: “O que esse demente queria?”. O repórter que está no campus fala sobre a votação entre os estudantes para decidir sobre a permanência ou não dos policiais no campus, dizendo que a maioria concorda com a presença deles. Luciano Faccioli, então, “os estudantes…esses vagabundos e vagabundas que se dizem estudantes impediam as equipes de TV de registrar imagens”. “Tem um ali de rosto coberto por que, hein? Quem esconde o rosto que eu saiba é sequestrador, bandido”. “Desses vagabundos e vagabundas que eu, Luciano, estou falando, quantos estão presos?”

Quando os estudantes começam a ser retirados do prédio e alguns saem rindo, Faccioli comenta: “Ela dá risada, ela acha graça. Ó Outra, eles acham graça em sair com a mão erguida. Bandido é que sai assim”. Ainda manda um beijo para a filha, de 12 anos, e fala para ela: “filhota, se um dia você fizer isso, primeiro eu vou ter uma vergonha enorme de você, e outra que eu te prego na primeira palmeira da praia do Gonzaga em Santos. Eu recomendo que os pais pensem assim”.

Faccioli pergunta para a repórter do campus se há cheiro de maconha no campus. Ela responde “ainda não”. E quando ela vai entrevistar um estudante Faccioli desponta: “Prefiro colocar um cachorro para latir do que ouvir esse pessoal (…). Ouvir esse pessoal, cachorro latindo, cavalo relinchando, gato miando dá na mesma. O que alguém que invade o prédio da reitoria da USP, usa de violência, quer fumar maconha, não quer a polícia lá dentro, bate em imprensa, o que que eles vão falar? Vão falar pro vizinho deles, pra mãe deles, mas no microfone da BAND não”.

Na última matéria, veiculada no dia 9 de novembro, de pouco mais de 4 minutos, lemos a seguinte chamada: “Últimos estudantes da USP presos após ocupação deixam delegacia”. Faccioli é mostrado no estúdio, comentando a “depredação” do prédio da reitoria e a soltura deles, após pagarem fiança na delegacia. Ele diz “não dá pra colocá-los pra limpar com a língua o que eles sujaram? Varrer latrina, esfregar parede?…Seria natural”. A seguir, uma matéria sobre o estado do prédio pós-ocupação. Depois dela, o apresentador comenta “a reforma do que esses vagabundos e vagabundas destruíram sai do nosso bolso”. Após, ele chama a repórter que está na delegacia da seguinte forma: “a repórter Thaís está na delegacia para onde os estudantes, estudantes não, essa raça foi levada (…) Tem alguém preso aí ainda ou o Papai Noel existe?”. Ela responde “deve existir, viu?”. Ela explica que a fiança foi paga por grupos que apoiam o movimento, como associações sindicais ligadas à universidade. Ainda fala sobre o exame de corpo de delito, pelo qual todos os estudantes tiveram que passar. Quanto a isso, Faccioli pergunta “E você, passou por corpo de delito depois que aquela vagabunda foi pra cima de você?”.

O caso USP no Brasil Urgente e no Primeiro Jornal – jornalismo sensacionalista
como espetáculo e como esvaziador dos espaços de crítica
 

É fácil perceber que nem mesmo as regras básicas do fazer jornalístico são exploradas pelos apresentadores nos programas Brasil Urgente e Primeiro Jornal. A regra de abordar os “dois lados” da história, por exemplo, não é realizada. Somente o apresentador e os repórteres da emissora falam no microfone, comentando os fatos ou lançando dados da PM ou das autoridades da USP. Os estudantes não são indagados sobre nada. Os estudantes não aparecem em nem 1% do total do tempo das matérias.

No Primeiro Jornal, inclusive, quando uma repórter tenta entrevistar um estudante, o apresentador, Luciano Faccioli, a repreende: “Prefiro colocar um cachorro para latir do que ouvir esse pessoal (…). Ouvir esse pessoal, cachorro latindo, cavalo relinchando, gato miando dá na mesma (…)Vão falar pro vizinho deles, pra mãe deles, mas no microfone da BAND não”. Luciano Faccioli deixa claro que escolhe quem tem legitimidade ou não para ter voz na emissora, de acordo com critérios seus, absolutamente arbitrários. Além disso, mostra que o programa não aborda o fato como um todo, mas sim como visto pelo ângulo de certas autoridades, como a PM e a direção da USP. Ao definir vilões e heróis, Faccioli torna a visão do programa maniqueísta, digna dos palcos e da dramaturgia e do espetáculo, mas não do jornalismo.

A adjetivação exacerbada, nos dois programas, também induz a conclusões rápidas, sem busca de contextualização. A análise, nesse sentido, acontece de forma infundada. Os apresentadores não explicam o porquê das adjetivações, ou não utilizam os adjetivos de forma correta. O adjetivo que mais aparece em ambos os programas é o de “vagabundos”. Seriam pessoas que vivem no ônus, sem ocupação. No entanto, os apresentadores não explicam que os estudantes protestam pela presença da polícia no campus, ato proibido em qualquer área de universidade federal. Também não explicam as bandeiras do movimento estudantil ou os problemas que este enfrenta. Seria o que Debord chamaria de “a crítica vazia do espetáculo” (DEBORD, 1997), ainda que a análise dele se referisse a toda os efeitos negativos produzidos pelo acúmulo do capital nas sociedades. Mas translada-se para as indústria cultural por esta ser também uma empresa com fins meramente lucrativos.

Sobre o mesmo assunto, leia: SENSACIONALISMO SUJO ATACA ESTUDANTES NA USP E NA UFRGS

ESPETACULARIZAÇÃO DA TV, pelo viés de Liana Coll.

lianacoll@revistaovies.com

Referências bibliográficas

BRASIL URGENTE. Após desocupação da USP, 73 alunos são indiciados. Disponível em <http://www.band.com.br/brasilurgente/default.asp v=2c9f94b5337f7694013384a87da70545&p=11#area_conteudo>. Acesso: 14 nov. 2011.

DEBORD, GUY. A Sociedade do Espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

DINES, Alberto. Sensacionalismo na imprensa. Uma semana de estudos sobre
sensacionalismo. Revista Comunicações e Artes da ECA/USP, São Paulo, n. 4, p. 67-75, 1971.

MARCONDES FILHO, Ciro. O capital da notícia: jornalismo como produção social da segunda natureza. SP: Ática, 1989.

Primeiro Jornal. Imagens mostram reitoria da USP depredada após reintegração de posse. Disponível em <http://www.band.com.br/primeirojornal/videos.asp?v=2c9f94b5337f7694013382c5719902cd&pg=3>. Acesso: 14 nov. 2011.

_______________.Polícia prende 66 alunos da USP após reintegração de posse. Disponível em <http://www.band.com.br/primeirojornal/videos.asp?v=2c9f94b5337f7694013382d64d2202d7&pg=3>.Acesso: 14 nov. 2011.

_______________.Tensão entre policiais e estudantes continua na USP após prisões. Disponível em <http://www.band.com.br/primeirojornal/videos.asp v=2c9f94b633702de0013382ea06210d04&pg=3>Acesso: 15 nov. 2011.

_______________. Últimos estudantes da USP presos após ocupação deixam delegacia. Disponível em <http://www.band.com.br/primeirojornal/videos.asp?v=2c9f94b5337f76940133885fa54d0977&pg=3>Acesso: 15 nov. 2011

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  • arnaldoribeiroouisrael

    ALERTA
    AOS LEGISLADORES INFIÉIS QUE COGITAM DE REDUZIR A MAIORIDADE PENAL NO BRASIL E
    NO MUNDO, SEM CONHECER OS ENSINAMENTOS CRISTAOS:

    Senhores Deputados e Senadores:

    Não podemos permitir a
    DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA TRADICIONAL, pela queima irresponsável dos valores éticos
    e morais que devem formar o caráter e o ideal cristão de cada família humana,
    constituindo-as em células estruturais de toda sociedade civilizada:

    É preciso silenciar quem
    pensa e age com tamanho despropósito, porque demonstra claramente ser
    inimigo(a) de Deus e do seu povo:

    A formação da Família
    Cristã começa na infância, que deve merecer cuidados especiais à partir deste
    dia, pelo que Eu vos peço:

    Entendei que a intenção de
    diminuir a maioridade penal, visando combater o mal, não passa de mais uma ideia
    insensata, iníqua e nefasta; porque visa combater apenas o EFEITO DELINQUENTE,
    enquanto que se perpetua e se fortalece a CAUSA DA DELINQUENCIA, que a cada dia
    se torna mais potente para causar o descaminho, a perdição, o erro, a prisão, o
    sofrimento e a morte prematura de muita gente inocente:

    Porventura ignorais que já
    há crianças de 10 anos delinquindo, praticando toda sorte de delitos ou pecados
    Inconscientes? Nessa escala logo teremos que transferir a criança do berço
    diretamente para a cadeia, ou não?

    Na verdade, a nossa
    juventude tem sido arruinada na vida, como vitima ingênua da insanidade
    espiritual do meio em que se acha relegada; onde impera a incredulidade, a
    ignorância e a maldade; porquanto não há conhecimento e nem temor de Deus.

    Até quando marginais inconsequentes e outros
    pecadores mentirosos, substituirão Professores Ajuizados na formação dos
    jovens? Até quando as Escolas Cristãs serão substituídas por presídios
    desumanos, por universidades do crime? Até quando dormireis o sono da inconsciência, deitados em berço
    esplêndido?

    Rogo-vos, pois, pelo bem
    comum, que: Refleti sobre os ensinamentos de Cristo, que sintetiza toda a
    questão no seguinte texto bíblico:

    (MT.23.1)
    Então, falou Jesus às
    multidões e aos discípulos, dizendo: (1CO.16.24)
    O meu amor seja convosco
    em Cristo Jesus: (RM.15.33)
    E o Deus da paz seja com
    todos vós: (LV.6.31)
    Como quereis que os Homens
    vos façam; assim fazei-o vós também a eles: (JZ.7.17)
    Olhai para mim e fazei
    como eu fizer, (JB.15.5) porque sem mim nada podeis fazer: (JB.13.34) Amai-vos uns aos outros como eu vos
    amei: (IS.1.17)
    Aprendei a fazer o bem,
    atendei a justiça, repreendei ao opressor, defendei o direito do orfão,
    pleiteai a causa das viúvas: (SL.82.4)
    Socorrei o fraco e o
    necessitado, tirai-os das mãos dos
    ímpios: (DT.3.22)
    Não os temais, porque o
    Senhor, vosso Deus, é o que peleja por vós:

    (PV.22.6)
    Ensinai a criança o caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não
    se desviará dele; (LS.3.11)
    porque desgraçado é o que
    rejeita a sabedoria e a instrução, a
    esperança dele é vã, e os trabalhos sem frutos, e inúteis as suas obras: (JB.8.25) Que é que desde o principio vos tenho
    dito? (JB.14.6) Eu sou o caminho, a verdade, e a vida:
    Ninguém vem ao Pai senão por mim:
    (MT.11.28) Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos
    aliviarei: (AM.5.4) Buscai-me
    e vivei:
    (LV.18.2) Eu
    sou o Senhor vosso Deus: (LV.19.4)
    Não vos virareis para os
    ídolos, nem fareis deuses de fundição; (LS.14.27) porque o culto dos ídolos é a causa e
    o princípio de todo o mal:

    (JS.23.14)
    Eis que, hoje, já sigo
    pelo caminho de todos os da terra; (AT.13.34)
    e cumprirei a vosso favor
    as santas promessas feitas a Davi, (LC.12.32)
    porque vosso Pai se
    agradou em dar-vos o seu reino: (MC.14.41)
    Ainda dormis e repousais!
    Basta! (CJ.) Despertai-vos, levantai e apressai em
    interagir conosco; (EF.5.16)
    remindo o tempo, porque os dias são maus; (DT.4.20) como hoje se vê.