MARCHEMOS

O professor Fabrício de Oliveira convida a todos os incomodados com a situação a marcharem pela educação.

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Foto: Bibiano Girard

Por uma Educação pública de qualidade! A marcha pela educação pública que ocorrerá no dia 6 deste mês em nossa cidade coloca Santa Maria no eixo dos movimentos sociais que ocorrem em toda a América Latina, em maior densidade e expressão no Chile, apesar do pouco apoio midiático e dos meios de comunicaçãoem geral. A aderência da sociedade em geral a esta marcha é de fundamental importância, mesmo daqueles que não desfrutam da Educação pública que o Estado “aos trancos e barrancos” nos fornece “goela abaixo”. Em toda a América Latina é crescente a luta contra as políticas neoliberais que permeiam o processo educativo. Tais marchas, daí a importância do apoio de todos os setores da sociedade, possuem apoio de todos os setores da sociedade. No Chile, agremiações de professores, mães e avós de alunos e trabalhadores em geral, na Argentina, seja qual for a marcha, seja qual for a reivindicação, elas estão lá, as Mães da Praça de Maio. É consenso entre os pesquisadores da área da educação que o problema da Educação Brasileira não é financeiro, nem material, nem humano, tampouco de incapacidade técnica ou fatores de classe, o problema é político! Tais reformas não ocorrem por questões políticas, pela falta de comprometimento de quem está a cargo da “pasta” e dos seus responsáveis por conduzi-la.  Ocorre um sério problema na condução e no comportamento dos políticos em relação ao que é legal, ou seja, o que está escrito na constituição sobre a educação pública em nosso país, e o que é real, o que realmente se faz pela educação conforme a constituição, ou, na verdade, o que não se faz. É consenso a fragilidade do sistema político sem partidos realmente fortes, que delegam à educação o papel de mercado, de produto e de consumo, onde interesses privados prevalecem sobre os interesses públicos, a prática do empreguismo e do clientelismo bloqueiam qualquer tentativa de políticas sociais voltadas à sociedade, ao bem-comum. Assim como é consenso a falta de capacidade política para um reforma educacional, é consenso também a falta de organizações (quadro que parece estar mudando, com a organização da marcha) que sirvam como uma forma de agregar a sociedade em geral para exigir mudanças reais que visem os interesses públicos em relação aos interesses privados, pois a educação é um bem público e a mudança parece estar começando dia 6. Portanto, todos à Marcha!

 MARCHEMOS, pelo viés do colaborador Fabrício de Oliveira*

*Fabrício é professor. Escreveu também o artigo SE A PASSAGEM AUMENTAR, SANTA MARIA PÁRA!

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