Poesias - Arquivo

  • "Nós somos a barbárie / Eles / cidadãos civilizados". Poemas do colaborador Matheus Paz.

    LUTA DE CLASSES E OUTROS POEMAS DE MATHEUS PAZ

    “Nós somos a barbárie / Eles / cidadãos civilizados”. Poemas do colaborador Matheus Paz.

  • Sonhaste com um mundo todo teu. Viveste nas entrelinhas das metáforas. Colaboração de Fabíola Weykamp.

    LIBERTAÇÃO – A CAMINHO DA REDENÇÃO

    Sonhaste com um mundo todo teu. Viveste nas entrelinhas das metáforas. Colaboração de Fabíola Weykamp.

  • Nasceu com asas num plano de chão e pó, mas lh'as atoraram - aberração!

    A OUSADIA DE HERMES

    Nasceu com asas num plano de chão e pó, mas lh’as atoraram – aberração!

  •     NÃO INFORMARAM PRA QUAL DOS LADOS MORA O FAZ-DE-CONTA, pelo viés de Caren Rhoden carenrhoden@revistaovies.com Para ler mais poesias acesse nosso Acervo.

    NÃO INFORMARAM PRA QUAL DOS LADOS MORA O FAZ-DE-CONTA

        NÃO INFORMARAM PRA QUAL DOS LADOS MORA O FAZ-DE-CONTA, pelo viés de Caren Rhoden carenrhoden@revistaovies.com Para ler mais poesias acesse nosso Acervo.

  •   Humildes servos despertam De um sono de semblante sereno Que esconde o tumulto Obscurecido por pálpebras cerradas. De repente os servos quedam-se arruinados Por um golpe racional E independente das horas e dos locais põem-se a maquinar à luz, pupilas dilatadas   o tumulto lance-se para frente e eles acompanham o frenesi a corrida frenética de fazer. Se inabalavelmente desocupados Perdem as horas na falta de sentido Sempre servindo sua mente ao futuro Ainda que nostalgicamente reconstituíndo o passado De seus lábios (De espessos a imperceptíveis) rugem equívocos e...

    A VELHA E A CABANA

      Humildes servos despertam De um sono de semblante sereno Que esconde o tumulto Obscurecido por pálpebras cerradas. De repente os servos quedam-se arruinados Por um golpe racional E independente das horas e dos locais põem-se a maquinar à luz, pupilas dilatadas   o tumulto lance-se para frente e eles acompanham o frenesi a corrida frenética de fazer. Se inabalavelmente desocupados Perdem as horas na falta de sentido Sempre servindo sua mente ao futuro Ainda que nostalgicamente reconstituíndo o passado De seus lábios (De espessos a imperceptíveis) rugem equívocos e…

  • A justiça é moral, a injustiça Não. A dor Te iguala a ratos e baratas Que também de dentro dos esgotos Espiam o sol E no seu corpo nojento De entre fezes Querem estar contentes. (A alegria, Ferreira Gullar) Venho às letras Excomungado que fui desde o meu reparimento Da Santa Igreja da Vida Cor de Rosa. Me abandonaram também A família O governo A escola. Sem trindade, sem identidade Ruminando as folhas secas Da inconsciência universal: Sou o cão atrás do protesto O olho aspergindo ofensivo Sou a gonorréia...

    O VELHO

    A justiça é moral, a injustiça Não. A dor Te iguala a ratos e baratas Que também de dentro dos esgotos Espiam o sol E no seu corpo nojento De entre fezes Querem estar contentes. (A alegria, Ferreira Gullar) Venho às letras Excomungado que fui desde o meu reparimento Da Santa Igreja da Vida Cor de Rosa. Me abandonaram também A família O governo A escola. Sem trindade, sem identidade Ruminando as folhas secas Da inconsciência universal: Sou o cão atrás do protesto O olho aspergindo ofensivo Sou a gonorréia…

  • Reencontro de desconhecidos Eu andava, Roberto, meio perdido. Um súbito nervoso, longe de um colapso ou qualquer tragédia, mas um medo urbano, daqueles bem próprios de nossa época. Eu não via você desde os tempos em que andávamos juntos lá pelos lados do Paraguai. Quanta muamba, hein?! Não tivesse eu dado azar, quem sabe estruturar-me-ia como você. (Roberto, quem está escrevendo a carta não sou eu, é Seu José). Eu continuo do mesmo jeito e choro pouco, aliás, continuaria não fosse a vontade agitada que me fez escrever-lhe. Eu só...

    REENCONTRO DE DESCONHECIDOS

    Reencontro de desconhecidos Eu andava, Roberto, meio perdido. Um súbito nervoso, longe de um colapso ou qualquer tragédia, mas um medo urbano, daqueles bem próprios de nossa época. Eu não via você desde os tempos em que andávamos juntos lá pelos lados do Paraguai. Quanta muamba, hein?! Não tivesse eu dado azar, quem sabe estruturar-me-ia como você. (Roberto, quem está escrevendo a carta não sou eu, é Seu José). Eu continuo do mesmo jeito e choro pouco, aliás, continuaria não fosse a vontade agitada que me fez escrever-lhe. Eu só…

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