CONTOS FANTÁSTICOS DE VALES OBSCUROS

Esbravejei, pois começava a me assustar, pois os outros seis gnomos estavam em frenesi.

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Conto do velho Sech Lahr

Seguindo meu caminho, pelos vales obscuros da fantasia, me flertei com um certo Senhor que, para minha indignação, se dizia Sábio. Lhe disse, fortemente, “Vós não sois sábio coisa nenhuma!” Ele insistiu. Até o ponto de eu ter que intervir de uma forma a ficar tudo mais tranquilo, cale-te, disse, voz não sois sábio, por se assim dizer! Ele, por outro lado, insistia em provar tal bobagem.

Muito bem, continue, lhe disse, “fale-me então sobre política, economia, e…”. Ele me interrompeu.

Isso é a mesma coisa meu filho, me irritei, economia, política, psicologia, filosofia, física, arte, Linux, software livre, biologia,…

Conclua! disse curioso.

Sech Lahr, me disse, toque na ferida e os destruirá.

O Fantasma de Elxa

Seguindo minhas confabulações, encontro um certo fantasma. Ora, pensei, o mundo está mudando, fantasmas não se interessam por humanos. Ele me olhava de forma intimamente incomodante. E eu vi, ele se importava. Que fantasma particular, gostava de ciências, mas não acreditei que ele pudesse me afetar de alguma forma, então continuei minha aventura. Ele me falava de contos absurdos, de ideias idiotas, e o pior, ele tinha certeza. Puta merda, pensei. Como assim esse medíocre fantasma quer me fazer acreditar que o que ele diz é sabedoria. (risos)

            Sigo com o meu martelo, ferro, forte. O desafio fantasma! Tente me humilhar, no fundo eu preciso disso.

O Gnômo Kranf

Um gnômo bate a minha porta. Digo pra entrar; claro, penso eu, é só um gnomo, o que poderia acontecer de ruim. Ele se aproxima e me diz: “Posso chamar os gnomos que estão ali fora”, e eu, inocente, acredito que, mais dois ou três gnomos não farão a diferença. Mando-lhes entrar. Eles eram seis. Menores que o anterior, mas ao mesmo tempo muito parecidos, como que lançando mão de toda essa personalidade que vos era a essência, e deixando, por fim, o primeiro Gnomo, os dominar.

Acho isso estranho, mas penso, claro, são só gnomos, não poderam me causar mal algum, convido todos a sentar, e todos o fazem, pois estão quase que inclinados inatamente para fazê-lo. Então debocho de suas caras e me volto ao Gnomo Chefe.

Fale logo o que queres maldito gnomo! Já me irritava, pois nunca tinha visto um Gnomo antes, e ele estava passando dos limites. Então ele deu um passo atrás e me disse: “Não, não, tu é que te enganas, não sou um Gnomo”; mas ele sempre foi tudo o que eu definia como um Gnomo. Cale-te gnomo! Esbravejei, pois começava a me assustar, pois os outros seis gnomos estavam em frenesi. Saia Gnomo Estúpido, não me convencerás de nada! Já ficava apavorado.

Foi então que tal Gnomo teve a petulância de me dizer que era um Dragão, na pele de um Gnomo. Nisso, me lancei ao martelo, amigo de todas as horas, e como sempre duro. Pesado. E esbravejei: Ssáía Gnômõ! Ele ficou confuso e saiu, ainda não sei o final dessa história.

CONTOS FANTÁSTICOS DE VALES OBSCUROS, pelo viés do colaborador Gionatan Pacheco

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