SIM, CONTINUA SUPERLOTADO

A passagem pode aumentar (mais uma vez), mas o espaço e a frota dos ônibus não.

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Desde abril, quando reiniciaram as aulas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a lotação dos ônibus que vão para o campus tem despertado a atenção de todos os usuários: estudantes, trabalhadores, pacientes do Hospital Universitário e aposentados. Não só a atenção, mas a indignação. As pessoas costumam se manifestar através de cartas aos jornais locais e postagens em redes sociais na internet. A cada manhã, tarde ou noite, a lotação irrita e incomoda.

Se há dúvida quanto à demasia de passageiros, talvez a Associação dos Transportadores Urbanos de Passageiros de Santa Maria (ATU) poderia divulgar os números de pessoas que são transportadas em cada veículo ao longo do dia – dados supostamente registrados pela bilhetagem eletrônica do Consórcio SIM. Um pouco de transparência não cairia mal.

A impressão dos usuários é a de a situação poder ter ultrapassado do limite do conforto para a segurança dos passageiros. Buscando resolver o problema, as autoridades têm preparado o Plano Diretor de Mobilidade Urbana (PDMU) de Santa Maria, que estuda alternativas aos problemas do trânsito e do transporte na cidade para os próximos 20 anos.

Mais aumento? – Nesta última segunda-feira, dia 10 de junho, a página do Diretório Central do Estudantes (DCE) da UFSM divulgou a reunião do Conselho Municipal de Transporte, no qual o Diretório possui uma representação. De acordo com os estudantes, as discussões principais da reunião giraram em torno do Sistema Integrado de Mobilidade Urbana (SIM) e o preço da tarifa do transporte público. Durante a reunião, novamente a ATU defendeu o aumento da passagem, com base no aumento dos passageiros com benefícios (idosos, estudantes, crianças, integração), do salário dos trabalhadores e de um combustível mais caro que está sendo usado em 4% da frota (o S10, considerado mais ecológico).  Também, segundo relato do DCE da UFSM, chegou a ser sinalizada a possibilidade de meia-passagem apenas para estudantes de baixa renda.

O DCE, por sua vez, sugeriu a ampliação dos horários durante a madrugada para o bairro Camobi, outros meios de analisar o limite de passagem (projetos e estágios) e pagamento de passagem aos estudantes que façam estágios em serviços na cidade. Uma nova reunião do Conselho ficou marcada para o dia 8 de julho, e sob responsabilidade do representante da Prefeitura de trazer a planilha com os custos da tarifa para que  seja analisada pelo CMT.

Enquanto isso, ou algo mais imediato não acontece, as fotos deste ensaio mostram um pouco das ocasiões com grande número de passageiros dentro dos veículos de transporte coletivo (ou seria público?)

* Em Santa Maria, há uma série de manifestações e atos marcados para protestar contra o aumento da tarifa e pelo transporte público de qualidade. Acompanhe o evento e as datas aqui.

        

SIM, CONTINUA SUPERLOTADO, pelo viés de *Marcelo De Franceschi (texto e fotos) e Nathália Costa (texto).

*Marcelo é jornalista.

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