COMUNIDADE LUTA PARA NÃO FECHAR ESCOLA

Segundo a prefeitura, escola Santa Cecília deve fechar. E a comunidade, como fica?

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Foto: Felipe Toniolo

Com 40 anos de funcionamento e de descaso público, a escola Santa Cecília – que atende cerca de 65 crianças dos bairros Jardim Berleze e Cerrito, na Zona Leste de Santa Maria – corre risco de ser fechada pela Secretaria Municipal de Educação.

Na terça (8) cerca de 60 pessoas protestaram contra o fechamento da escola, trancando a BR-287 (Faixa Nova de Camobi) entre 16h30 e 18h. A comunidade reivindicava a realização imediata das matrículas para o ano de 2014, a garantia da continuidade das atividades escolares no próximo ano, o compromisso de construção de uma nova escola que atenda a comunidade dos bairros Cerrito e Jardim Berleze e a realização das reformas necessárias na Santa Cecília até que a nova escola esteja concluída.

ENTENDA O CENÁRIO

Na quarta-feira, 2 de outubro, a comunidade escolar dos bairros recebeu o comunicado da Secretaria Municipal de Educação (SMEd) de que a escola Santa Cecília fecharia suas portas até o final deste ano. Com o olhar apreensivo, os pais ficaram angustiados ao ouvirem que as matrículas para o próximo ano não poderiam ser realizadas em função da decisão da SMEd.

A justificativa da prefeitura para o término das atividades escolares é de que o terreno onde a escola Santa Cecília foi construída pertence à Paróquia das Dores, o que impossibilitaria o investimento público em infraestrutura privada. A Arquidiocese diz não existir a possibilidade de venda ou doação do terreno para a prefeitura.

  

Promessa é de nova escola e transporte gratuito:

Segundo a prefeitura, uma nova escola deve ser construída em um loteamento vizinho ao bairro Jardim Berleze. A previsão é que a obra, com recursos municipais, seja concluída só em 2015. Enquanto isso, os estudantes da Santa Cecília seriam matriculados em outras escolas do município, com transporte garantido até o novo local. Porém, essas reparações vieram em tom de promessas, sem qualquer projeto que torne essa realidade concreta a médio ou longo prazo. A contragosto, os pais afirmam que não estão seguros do cumprimento das providências, tanto na questão do transporte quanto na construção da nova escola.

COMUNIDADE LUTA PARA NÃO FECHAR ESCOLA, pelo viés de Luciele Oliveira* e Felipe Toniolo**

*Estudante de Jornalismo na UFSM

**Estudante de Tecnologia em Redes de Computadores na UFSM

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