LINDU, A MÃE DO BRASIL

Lindu, a mãe do Brasil. Título mais original para o melodrama sem drama dirigido por Fábio Barreto sobre a vida do atual presidente do Brasil. O filme começa com apelação desnecessária e cenas nordestinas recheadas de clichês. As crianças sentadas peladas em frente ao casebre, a aridez, o caminhão cheio de nordestinos rumo ao sudeste. […]

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Lindu, a mãe do Brasil. Título mais original para o melodrama sem drama dirigido por Fábio Barreto sobre a vida do atual presidente do Brasil.

O filme começa com apelação desnecessária e cenas nordestinas recheadas de clichês. As crianças sentadas peladas em frente ao casebre, a aridez, o caminhão cheio de nordestinos rumo ao sudeste. Tudo bem, poderão me dizer : “é uma história verídica e todos sabemos que o nordeste da época e também um pouco contemporâneo é assim”. Por isso mesmo, todos já sabemos. Filme previsível, não há expectativa alguma.

Não é por conhecermos as histórias dos protagonistas que o filme não conseguiria agradar. O maior problema foi a compilação de histórias para apenas 128 minutos de filme. Quando vamos nos apaixonar por Cléo Pires no papel da primeira esposa do presidente, ela some de cena. O acidente com o dedo é superficial. E o Lula político, no ABC, nas Diretas Já? Fica resumido para alguns minutos.  O aviso dado a Lula pelo médico sobre a morte do filho e da esposa parece gravado pela Silene Seagal.

Milhem Cortaz salva seu papel como o pai alcoólatra de Lula. Para não parecer pessimista demais, a cena do estádio é de arrepiar. Vale a pena conferir o filme para sabermos se a opinião do público será a mesma. Antes do presidente adorado e escolhido como o brasileiro mais confiável em pesquisa recente, o Lula personagem do filme de Fábio Barreto não encanta, não faz o espectador se emocionar e nem mesmo sentir aquele frio patriótico no estômago.

Filme: Lula, o filho do Brasil Ano: o mesmo de “É proibido fumar” Direção: o mesmo do indicado ao Oscar “O quatrilho” Produção: o mesmo de “O assalto ao trem pagador” Elenco: apresentando Rui Ricardo Dias, Glória Pires de “É proibido fumar”, Cleó Pires de “Meu nome não é Johnny” e Milhem Cortaz de “Carandiru”

LULA, O FILHO DO BRASIL, pelo viés de Bibiano Girard

bibianogirard@revistaovies.com

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