TARANTINO À PROVA DE MORTE

“À prova de morte”, último filme de Tarantino a chegar no Brasil. Pelo viés de Liana Coll

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Imagem: reprodução.

“À prova de Morte”, originalmente “Death Proof”, de Quentin Tarantino, foi lançado em 2007 nos Estados Unidos. No Brasil, chegou em 2010. Para quem conhece o cineasta, um filme que, trocando
enredo, segue a linha de violência misturada ao humor, cenas de tragos regados a uma trilha sonora de animar qualquer um, e passagens, digamos, retrôs.

Em “À Prova de Morte”, Tarantino coloca em cena personagens inanimados que entram na tela como fossem personagens principais. São carros dos anos 70, peças essenciais em uma trama onde o “vilão”- figura típica dos filmes do cineasta – persegue as escolhidas dentro de um carro “à prova de morte”. O cara é dublê de cinema e dirige um veículo onde o lado do motorista é protegido de todo o tipo de colisões, capotagens e outros acidentes automobilísticos. A diversão do mauzão da trama é observar e fotografar jovens mulheres bonitas, que no filme sempre aparecem em grupos cujas conversas giram em torno de temas como sexo, drogas e música. Depois de observá-las, trama acidentes fatais – para elas, claro.

Rouba a cena o tal do homem que, no mais clássico estereótipo de vilão, possui uma cicatriz cheia de emblemas e que desperta uma simpatia em vários momentos, mesmo que a condenação mais normal fosse a repulsa.

Como um filme típico de Quentin Tarantino, também temos a previsibilidade. Nada de muitas surpresas. A “surpresa” são as falas cheias de ironias e sarcasmo, a maneira que ele imagina e personifica as personagens, e os cortes nas cenas que não são apenas cortes normais dos filmes holliwodianos de ação, mas sim cortes que colocam cenas de filmes antigos na película. Apesar de muitos rotularem-no como um “cult” e nada mais, penso que Quentin, como um antigo atendente de locadoras de filme,  coloca seu conhecimento e sua argúcia nos roteiros. Dizem que ele se diverte realizando os longas e realmente acredito nisso.

Para reforçar, vale a pena dizer que as trilhas dos filmes de Tarantino são elementos já intrínsecos na maneira como se desenvolvem as cenas. São músicas clássicas, alguns “achados” para quem se interessa para gêneros como o rock e blues. Destacaria “Staggolee” (Pacific Gas & Eletric), “Down in Mexico” (The Coasters) e “Hold Tigh” (Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich). Se assistirem, podem saber o porquê.

Ah! E claro que Tarantino aparece como um dos personagens secundários. Grande aparição, mas discreta, como sempre.

 

Filme: À Prova de Morte

Ano: 2007

Diretor: Quentin Tarantino

Roteiro: Quentin Tarantino

Trilha Sonora: Quentin Tarantino

Elenco principal: Kurt Russell, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Jordan Ladd, Rose McGowan, Sydney Poitier, Tracie Thoms, Mary Elizabeth Winstead, Zoe Bell, Michael Parks, Eli
Roth, Quentin Tarantino

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=WhpfoRj32EQ

TARANTINO À PROVA DE MORTE, pelo viés de Liana Coll

lianacoll@revistaovies.com

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  • marcos de andrade

    muito boa matéria, tarantino não faz filme e sim clássicos…