POR ONDE ANDARÁ EVA BYTE?

“O céu era o limite”, é o que poderia se pensar sobre a carreira meteórica de uma jornalista que, com apenas 30 anos, já apresentava o Fantástico, um dos programas mais assistidos da TV brasileira. Mas, quando a ascensão é rápida o ostracismo espreita, pode vir subitamente. Essa é a história de superexposição e queda […]

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Eva Byte - Fac-simile Youtube "real-time lip synching (2007) -- globo com"

“O céu era o limite”, é o que poderia se pensar sobre a carreira meteórica de uma jornalista que, com apenas 30 anos, já apresentava o Fantástico, um dos programas mais assistidos da TV brasileira.

Mas, quando a ascensão é rápida o ostracismo espreita, pode vir subitamente. Essa é a história de superexposição e queda de uma jornalista… virtual.

Eva Byte não pode reclamar da sorte que teve. Três meses depois de concebida já estrelava o maior programa jornalístico do Brasil. O começo foi difícil, por uma semana parecia não saber quem era, estava perdida, sem identidade como se vinda de outro mundo, questionando-se, como Hamlet, sobre sua existência .

Mas, com a ajuda de muitas pessoas, que enviavam cartas e recados pela internet com o seu nome, finalmente se encontrou. Era Eva Byte, como lhe disseram. Em maio de 2004 ela estreava no fim de domingo global.

Ela era, como seu nome sugeria, a primeira. A primeira apresentadora virtual da TV brasileira. Era bonita, mas com imperfeições como toda a mulher sem photoshop. Em seus tempos aúreos fez muitos lembrarem de Sandra Annenberg, Fátima Bernardes… e até Sandra Bullock.

A vida de uma apresentadora virtual parece fácil: não envelhece, não precisa se maquiar ou cortar o cabelo, nem fazer regime ou frequentar a academia. Sua programação-base cuida de todas essas coisas.

Mas, a carreira é muito mais curta do que se imagina – no caso de Eva foram poucos anos -, afinal a competição entre personagens virtuais pode ser cruel. Uma constante luta por mais alguns pixels de resolução ou um  pack de novas funções. Além disso, vírus tão mortíferos como os humanos ameaçam constantemente a vida virtual.

Numa rápida olhada Eva é perfeitamente humana. Já com um pouco mais de atenção percebem-se “defeitos de fabricação”, como um cabelo que não mexe de forma natural ou uma boca que não se movimenta como a de uma mulher real. Foi esse o fim de Eva. Mesmo com um profissionalismo além dos limites – vivia para o trabalho – Eva era mal vista por críticos da comunicação por sua falta de identidade. Pois dizia exatamente aquilo que a empresa de comunicação, no caso a Globo, mandava-lhe dizer (algo que não acontece só com apresentadores virtuais, diga-se).

Reinou absoluta, mas, com o passar do tempo, foi se tornando obsoleta, peça de museu. “Ela não podia mais apresentar o programa daquela forma”, era o que se dizia nos corredores da redação. E aos poucos Eva foi perdendo seu posto… numa descida lenta e sofrida ao ostracismo, onde permanece até hoje.

Antes vivia entre os humanos, dava entrevistas aos programas globais e era convidada para bate-papos online com os telespectadores. Agora Eva é apenas um código binário perdido na imensidão de bytes. Escondida entre bibliotecas, aplicativos, documentos e pastas. Sua existência não tem mais sentido, o ostracismo lhe dói como a um humano, seus desejos não são mais levados em conta. Eva foi usada como um objeto descartável, e agora que ficou defasada como profissional foi posta de lado. Um triste fim para a primeira das mulheres…

POR ONDE ANDARÁ EVA BYTE?, pelo viés de João Victor Moura

joaovictormoura@revistaovies.com

Para ler mais perfis acesse nosso Acervo.

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  • Marcelo Augusto

    Me lembrei dessa doida da patetica tv grobo, kkkkkkkkkkkkkk ridiculos com essa eva byte

  • Abel Evangelhista Terêncio de Oliveira

    Santa inocência… A Eva Byte é a versão Pinnochio no Século XXI porque ela virou gente ” de verdade” e agora é uma das apresentadoras dos telejornais da Globo-SP usando outro nome: Glória Vanick 😉

  • CACA-COBRA

    Ela virou garota propaganda da Magazine Luiza. Relaxem.