MOSAICO

O “Teatro Por Que Não?” inicia divulgação do Mosaico, veja reportagem de Caren Rhoden sobre o evento que acontece entre 6 de maio e 4 de junho.

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Depois de ter se voltado para apresentações fora de Santa Maria e, destas, recebido o reconhecimento em prêmios pelo trabalho maduro que faz, o grupo de teatro independente Teatro Por Que Não? inicia a temporada de um mês com as peças O Abajur Lilás, Gabriela, cravo e canela, O Afogado Mais Bonito do Mundo, Aquele que Diz e Fim de Partida, seu catálogo, no projeto MOSAICO. Aos sábados, com exceção da primeira peça, que será na sexta (6 de maio), no Espaço Cultural Victório Faccin – TUI, às 20h30, mais uma mostra espontânea e organizada da cultura em Santa Maria.

Em seguida ao retorno do FRINGE (mostra paralela de Teatro Independente do Festival de Teatro de Curitiba), primeiro evento em que participaram exclusivamente com recursos próprios, os atores/ diretores/ iluminadores do grupo se reuniram discutindo a necessidade de voltar a Santa Maria com as peças Abajur Lilás e Fim de Partida. No entanto, a ideia do MOSAICO surgiu reunindo todas as peças do grupo; tendo experiência com o próprio catálogo e, dessa forma, não necessitando de muito tempo de ensaio, na semana seguinte o grupo iniciou o trabalho de divulgação. Bem como cada participante conglomera todas as habilidades para a execução de uma peça, também são eles que, se não criam dão o pitaco inicial, na organização de seu material gráfico.

O mês de maio veio a calhar na agenda do grupo e, fugindo da ideia de um festival condensado de teatro, será ocupado inteiramente, prolongando a atividade cultural. Como um projeto articulado às pressas, o MOSAICO pretende ainda ser ampliado e, mais uma vez, transparece a vontade de fazer teatro. Por que não deixar pra depois? – muitos do grupo ainda estudantes, por que não se empregar de maneira cômoda? Eles se perguntam por que não fazer teatro e esse é o mote.

Todo o investimento que é feito no grupo vem do dinheiro que o grupo gerou, explica Felipe Martinez, entre professores e profissionais, premiado melhor diretor no festival de Blumenau (FITUB) pela peça Abajur Lilás, surpresa para os próprios jurados que esperavam outra figura de diretor. Nesse mesmo evento, as atrizes Juliet Castaldello e Aline Ribeiro foram indicadas ao prêmio de melhor atriz, cabendo a Aline a surpresa de ganhar. Porém o grupo não se foca apenas em festivais onde há concorrência, se envolvendo, se não mais, em mostras. No caso do MOSAICO, o dinheiro dos ingressos é revertido para eventos futuros.

No TUI, enquanto acontecer o evento, estarão à mostra cartazes, terá uma banca de vendas de produtos (bótons, camisetas) do Por Que Não?, além de um debate que começa na sequência das peças e continua em uma conversa de bar no Boteco do Rosário, apoiador do grupo junto da Cerveja Província e a escola de idiomas Wizard. Os ingressos estão disponíveis no bar, inteira R$12, meia R$6 e também o passaporte, que não diferencia meia e inteira, no valor fixo de R$25,00, um cartão com todas as peças, sendo que, se em algum dia não for viável ao comprador comparecer, ele pode emprestar o passaporte a alguém. O público é limitado, por conta do espaço, em 100 pessoas por espetáculo.

O grupo surgiu dentro da universidade quando os componentes aperceberam-se da vontade em comum e do trabalho que já faziam juntos como estudantes. Participavam do mesmo Diretório Acadêmico, estagiavam no Caixa Preta ou executavam a mesma peça. A O Abajur Lilás, a primeira, é o resultado de uma cadeira do curso, Encenação 4, no curso de Artes Cênicas da UFSM, o resultado foi maior que o esperado e o número de apresentações que é era pra chegar a dez, chegou a vinte.

As peças já foram apresentadas no Caixa Preta sem vínculo obrigatório com as atividades acadêmicas, em bares, no Theatro Treze de Maio, festivais nas cidades de Rosário do Sul, Vale do Sol (27 horas ininterruptas de teatro, leia), Santiago (Santiago Encena: melhor espetáculo, direção, atriz, para Aline Ribeiro, e maquiagem) e no TUI, para onde voltam.

Se você está em Santa Maria, o Viés, parceiro do evento, o convida para assistir às peças e acompanhar nossa cobertura crítica. Durante este mês, através de uma estante especial Por Que Não? faremos a divulgação e um texto crítico sobre cada peça individualmente. Somos parceiros do grupo e do projeto, por reunir pessoas com vontade de organização.

Durante as próximas semanas acompanha pelo Viés críticas das peças na “Estante Especial Por Que Não?”

6 de maio – O Abajur Lilás

14 de maio – Gabriela, cravo e canela

21 de maio – O afogado mais bonito do mundo

28 de maio – Aquele que diz

4 de junho – Fim de Partida

O Grupo:

Aline Ribeiro, André Galarça, Cauã Kubaski, Deivid Machado, Felipe Martinez, Juliet Castaldello, Luiza di Rossi e Rafaela Costa. 

 

Site do Grupo: Teatro Por Que Não?

 

MOSAICO, pelo viés de Caren Rhoden.

carenrhoden@revistaovies.com

 

Para ler mais reportagens acesse nosso Acervo.

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