TEKOÁ PARA QUEM VIVE EM IRAPUÁ

Guaranis da região do Irapuá (RS) ocupam área indígena e apontam para as dificuldades da demarcação de terras no RS e no Brasil.

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A Terra de Irapuá

Quando falamos sobre os direitos e as condições de vida das comunidades indígenas brasileiras, esbarramos em um conceito que podemos classificar como “à margem”. Eles e elas, nossos irmãos da terra, costumam estar à margem das condições sanitárias, à margem do direito à terra e moradia, à margem do respeito da sociedade com sua cultura e sua dignidade de povo. À margem das BRs e rodovias é que muitas dessas comunidades indígenas acabam fincando solo, na falta de uma política de demarcação de terra que seja efetiva.

Às margens da BR 290, entre os municípios gaúchos de Caçapava do Sul e Cachoeira do Sul, no centro do estado, 12 famílias da etnia guarani sobrevivem. Acampados com lona preta e pequenas casas de madeira, existem sem as condições mínimas de saneamento, políticas públicas para sua saúde, alimentação e educação garantidas. Esta região, por eles acampada há 30 anos, chama-se Irapuá. O rio Irapuá, que dá o nome à localidade por circundar a região, é um dos afluentes do Rio Jacuí, um rio de grande importância para a região central que, segundo informações fornecidas pelo Diário Oficial da União, abrigou as primeiras comunidades guaranis do estado, com a edificação das primeiras aldeias no alto Jacuí.

Apesar das semelhanças entre as condições de vida da comunidade guarani de Irapuá e das demais aldeias indígenas da região e do estado, existe uma condição diferente para o primeiro caso: quase em frente ao atual acampamento das famílias guarani, atravessando a BR 290 e adentrando seis quilômetros a partir da margem da rodovia, existe uma área identificada e delimitada pela Fundação Nacional do Índio (Funai). O processo seguinte, de demarcação e homologação, está empacado no Ministério da Justiça há 15 anos, o que impossibilita a terra de ser devidamente demarcada. Estes 220 hectares, atualmente, abrigam uma única propriedade – a de um fazendeiro que não teve seus pedidos de contestação da propriedade atendidos.

No processo de demarcação de toda e qualquer terra indígena, são necessários alguns tramites: para identificar a área a Funai apresenta estudos e evidências materiais e teóricas de que aquela região é indígena. A partir daí abre-se um período para contestações da área e, se as contestações forem revogadas, a área passa a ser reconhecida como território indígena. Após a identificação, outro processo começa, o de delimitação da área, que consiste nos marcos da terra encaminhados pela Funai ao Ministério da Justiça. Ou seja, a região de Irapuá é reconhecida como terra indígena, tendo já sido delimitada como tal, mas ainda espera delimitação pelo Ministério da Justiça desde meados do governo FHC.

Após o processo de identificação e delimitação, ficam faltando a demarcação e homologação da terra. O processo de demarcação ocorre a partir de uma portaria declaratória do Ministro da Justiça, que expede o processo à Presidência. Após o aval desta é que se publica no Diário Oficial da União e, feita a demarcação, o processo retorna à Funai para que a região possa, enfim, ser consolidada como território exclusivamente indígena.

 A Ocupação

Cansados de esperar respostas e atitudes concretas das autoridades responsáveis, os guaranis decidiram partir para a ação direta. Na quarta-feira, 24 de julho de 2013, os representantes indígenas, somados a representantes de coletivos de movimentos sociais e sindicais e o Grupo de Apoio aos Povos Indígenas (Gapin) de Santa Maria, organizaram uma ocupação à terra que lhes foi identificada enquanto indígena.

Toda essa área de 220 hectares já identificada como indígena pela Funai, se demarcada passaria a ser conhecida, para os guaranis, como  Taquay Ty (lê-se Taquaitã), a “terra de muitas taquarinhas”. A ocupação de uma parte da Taquay Ty ocorreu na manhã do dia 25 de julho. Indígenas guarani, bem como apoiadores, permanecem lá acampados e ocupando a área. A região ocupada não tem benfeitoria ou pequenos agricultores, o que não a enquadra nos padrões de interrupção das demarcações – não há barreiras legais para a obstrução das demarcações.

A ideia do movimento é prosseguir com a ocupação, garantindo a permanência na área através de pressão exercida sobre o Ministro da Justiça, com o objetivo de, finalmente, demarcar aquelas terras, buscando pela ação direta ir na contramão de um processo retrógrado, existente hoje em todo o Brasil, de não reconhecer terras indígenas como tais.

Escola construída pelo governo na aldeia de Irapuá, oficialmente reconhecida no Diário Oficial da União. A precarização das instalações chama atenção. Foto: Nathália Costa

Após a efetivação da ocupação, ainda na tarde do dia 25 de julho, a comunidade reuniu-se com o procurador do Ministério Público de Cachoeira do Sul (município que abarca a região), Pedro Sacco, para tratar das questões referentes à ocupação. O procurador reafirmou que a terra é direito dos guaranis, sendo a ocupação legítima e sinalizou que a segurança da ocupação será assegurada e, em caso de hostilidade, eventuais problemas poderão ser enquadrados em crime federal.  Além da segurança, o procurador garantiu o envio de ofícios, informando sobre a ocupação, aos fazendeiros da área e ao Ministro da Justiça, antes de uma reunião marcada com as lideranças indígenas em Porto Alegre na próxima quinta-feira, dia primeiro de agosto. A reunião será entre o Governo do Rio Grande do Sul, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul do Brasil (FETRAF-SUL) e representantes indígenas e ocorrerá para discutir as demarcações de terra no estado.

A comunidade também solicitou ao procurador de Cachoeira do Sul que acione a Funai, com a intenção de garantir a construção de cinco casas na ocupação. A Funai disponibiliza kits de casas para acampamentos e moradias indígenas, mas a comunidade guarani quer garantir essas construções já na nova área ocupada. O kit pode ser efetivado através de decretos, antes mesmo de a terra ser demarcada como indígena. Além das casas pela Funai, a comunidade exige que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) garanta condições sanitárias para os guaranis.

A reunião que ocorrerá em Porto Alegre, no dia primeiro, em continuidade com a pauta dos indígenas ocupados em Irapuá,  é um fruto direto da luta já estabelecida pelos indígenas em prol da correta e efetiva demarcação de terras no estado. No início de junho deste ano, indígenas protestaram na capital gaúcha contra o fim das demarcações de terra, exigindo, no mesmo dia, uma audiência com o governador Tarso Genro para cobrar dele um posicionamento a respeito da continuidade das demarcações. A reunião no início de agosto mantém a linha de pressionar o Ministro da Justiça para finalizar o processo de demarcação da área Taquay Ty.

Os retrocessos na demarcação de terras indígenas no Brasil

No dia 11 de julho, pela primeira vez em seu governo, a presidenta Dilma Roussef reuniu-se com representantes das comunidades indígenas, que levaram suas reivindicações ao alto escalão do Poder Executivo. A questão da demarcação de terras foi um dos debates prioritários, tendo a presidenta sinalizado com a criação de uma mesa de negociação sobre o assunto para o mês de agosto. O Ministro da Justiça também esteve presente nesta mesa e, segundo informações da Funai, argumentou que o Decreto 1775 de 96, que versa sobre a demarcação de terras indígenas, não sofrerá alterações. Porém, o que o Ministro expôs foi a criação de uma portaria “para aperfeiçoar o processo” das demarcações. Pelo processo de criação da portaria, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário também se posicionariam a respeito das demarcações. Na opinião do governo, o posicionamento de outros órgãos serviria para a “conciliação” entre os competentes, em contrapartida, na opinião de diversos movimentos indígenas o tal posicionamento de pastas ligadas à agricultura tornaria os processos de demarcação ainda mais inviáveis.

Nesta mesma reunião com a presidenta, indígenas solicitaram o arquivamento do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 215. A PEC, ainda em discussão no Congresso, transferiria do Poder Executivo ao Congresso Nacional a competência de demarcar as terras indígenas. Passar essa competência  aos congressistas, compostos, em sua maioria, pela bancada ruralista, detentora de forte hegemonia nas duas casas leguislativas, é uma forma de barrar ou dificultar muito a realização dos processos demarcatórios, conforme explica Roberto Antônio Liebgott, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), que argumenta que fazer isso é o mesmo que passar aos maiores inimigos dos povos indígenas o poder de definir o que é e o que não é terra tradicional.

Além da já conhecida e problemática PEC 215, outros ataques aos direitos indígenas vêm sendo arquitetados: o Projeto de Lei Complementar 227/2012 é um deles. O projeto pretende regulamentar o parágrafo 6º do Artigo 231 da Constituição Federal – o que acarretaria na impossibilidade de demarcações de terras indígenas e inviabilizaria o uso exclusivo das áreas demarcadas pelos povos indígenas. Ainda por este projeto, as terras indígenas estariam submetidas ao que fosse considerado “de relevante interesse da União”. Conforme texto publicado por Roberto Antônio Liebgott, no site do CIMI, “Isso significa que estradas, oleodutos, linhas de transmissão, hidrelétricas, ferrovias, vilas e cidades poderão ser construídas nas terras indígenas. E, para além, permite que as terras fiquem submetidas aos interesses da iniciativa privada, a exemplo de fazendeiros, posseiros, mineradoras, assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), antigos e novos.”

Além do descaso e da omissão por parte das autoridades responsáveis, os direitos indígenas sofrem ataques diretos de grupos que não querem ver as terras ocupadas pelos povos originários. O poder e a ganância, o acúmulo e a defesa irrestrita da propriedade privada, como suporte para o lucro e para o acúmulo, não condizem com os princípios indígenas. A luta dos guaranis de Irapuá não começou nestes dias 24 e 25 de julho de 2013, com a ocupação e os desdobramentos da mesma. Sua luta segue há muitos anos e, ao que parece, ainda precisará ser fortemente alimentada para que sobreviva à burocracia e à ganância.

O povo guarani possui uma palavra que define o local onde eles não apenas morariam e edificariam suas casas, mas principalmente o ambiente em que poderiam ser genuinamente guaranis, conforme seus ancestrais e seus conhecimentos partilhados – tekoá não é apenas a espacialidade, a terra física, mas a forma de se ser guarani.

            

TEKOÁ PARA QUEM VIVE EM IRAPUÁ, pelo viés de Nathália Costa

*Colaborou: João Victor Moura

nathaliacosta@revistaovies.com

joaovictormoura@revistaovies.com

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  • juliana

    Absurdo!! minha família que são pequenos produtores estão a beira de perder tudo, tudooooooo para uma politicagem ridícula. Da onde vamos tirar o pão de cada dia ? o gaverno vai nos dá como dá aos índios? revoltante, revoltante… odeio esse país corrupto, podre de pessoas sem sentimentos. Não somos ricos, nem fazendeiros só tiramos o sustento da terra e que o governo esse promotor quer nos tirar ´pra darrrrrrrr a quem não vai produzir e q vai continuar recebendo ajuda governamental e nós o que teremos a não ser o desgosto pela vida, a vontade de deixar esse mundo que é dos injustos, dos corruptos, dos desonestos. INDIGNAÇÃO REVOLTA RAIVA…

  • Jefferson

    Defender os índios é muito fácil Nathalia Costa, queria ver se fosse tua familia que necessitasse do sustento de um pedaço de terra que trabalhou a vida inteira pra conseguir! LIXO DE BRASIL

  • mariah

    porque a revista nao fotografou o banheiro com vaso sanitario, chuveiro, agua encanada. torneiras no acampamento, caixa dagua, poço artesiano luz elétrica, que fica toda noite acesa as lampadas, televisao, celular? porque a revista nao fotografou eles tomando banho na valeta do açude, indo no mato fazer suas necessidades? voces querem tirar eles da beira da br 290 onde eles vendem seus trabalhos, onde os carros param para comprar balaios, e entregarem roupas usada. alimentos, onde eles tem mais facilidade de pegar o onibus pra ir na cidade, para as crianças pegar o transporte escolar e ir a escola, e quando adoecem só ligam para o sus , e vem a ambulancia atender, vem medicos, enfermera, onde eles tem tudo q acabei de citar…. la nos campos eles terao isso tudo?
    voces estao esquecendo que sao indios , e nao brancos, eles tem banheiro e vao no mato, porque sao indios , e nao branco, eles tem chuveiro elétrico , e vao na sanga tomar banho, porque sao indios, e nao branco… aqui fica minha indignaçao deixem eles serem indios

  • Nathália Costa

    olá jefferson e juliana.

    respeito suas opiniões, mas, é preciso deixar claro como funcionam os processos de demarcações de terras indígenas: as terras que são identificadas e delimitadas como indígenas (a partir de estudos embasados) pela fundação nacional do índio, passam ao ministério público para possíveis e posteriores demarcações e homologações. nesse processo, leva-se em conta se a terra é de pequenos agricultores ou se abarca benfeitorias. em muitos casos, as terras são de fazendeiros, com muitos hectares (e não de pequenos produtores que necessitam daquela terra para sobrevivência) e – nesse caso – as demarcações para terras indígenas e quilombolas precisam ocorrer! sabemos que os agricultores (os pequenos) sofrem para sobreviver e para manterem seu sustento, e isso não pode ser desconsiderado. o que defendo é que indígenas tenham também seu direito a SUA terra assegurado (porque, afinal, todas essas terras eram indígenas antes de pertencerem, como propriedade, a quem quer que fosse).

    outros órgãos passarão a avaliar essas terras, além da funai, tais como a embrapa, o incra e os ministérios do desenvolvimento agrário e agricultura, desenvolvimento e justiça…

    não é uma oposição entre indígenas e pequenos agricultores. os pequenos precisam ter assegurado o seu direito à terra também e à sua produção e subsistência. porém, não podemos esquecer em quais condições hoje vivem grande parte das aldeias e comunidades indígenas no brasil, e o quanto que a questão dos grandes latifundiários impede que pequenos agricultores e indígenas/quilombolas tenham direito à terra, moradia e subsistência.

    é uma discussão que precisa ser feita com calma e compreensão.

  • Jefferson

    Ok Nathalia, mas o revoltante é saber que quem decidirá isso são os mesmos que permitiram a construção da Usina de Belo Monte por exemplo, a qual acabou com muita reserva indigena. Ou seja, ao mesmo tempo que tiram por interesses politicos, devolvem aos índios por politicagem.

    Quem vai pagar a conta? Novamente o trabalhador brasileiro!

    Oremos.

  • daniel

    Dona nathalia nem tudo que você escreve e a verdadeira realidade, sou nascido e criado no irapua e sei toda a realidade que os “indígenas”vivem, caso você não saiba eles já foram retirados dali e levados a um assentamento a anos atrás. E dar fica a pergunta, porque eles voltaram??? Você não tentou descobrir isto dona nathalia? Pois eu respondo. Voltaram porque pra onde eles foram tinham que tirar o sustento da terra da caça da onde realmente são suas origens. Dae conversando com eles eles falaram: indio volto porque aqui indio vive bem, vive tranquilo governo ajuda indio. E dae oque você me diz? E mais uma colocação ali não existe fazendeiro como você fala e sim produtores que dependem da terra para viver. Não querendo ser grosso com você, so acho que antes de você. Sair escrevendo qualquer bobagem deve se informar da verdadeira situação antes

  • cristiano

    Uma indagação? As pessoas que proprietárias das terras, invadiram ou compraram com trabalho à propriedade? Por que o governo não assenta os índios em terras federais ou estaduais, e aí sito um exemplo, o Taim…Quer lugar melhor, reserva, com caça abundante,etc.. o pantanal, amazonas, e ai por fora…Estão tirando simplesmente, e não me venham com essa de estudos sobre a presença antigamente de índios, se esse fosse o critério todo o território nacional deveria ser desocupado.

  • Geloi

    Convido voce Natalia a vir e olhar de perto a real situação me criei no irapua e NUNCA ouvi falar que essas terras eram indigenas, apenas sempre existiram os mesmos indios no mesmo lugar a terra que eles reivindicam sempre foram das familias dos atuais proprietários que foram adquiridas a 300 anos anos atraz “aproximadamente” que fora a união que vendeu, deu escritura e tudo mais LEGALMENTE, e até hoje vem sucessivamente nas mãos dos familiares até hoje, então te pergunto que DEMOCRACIA é esta que os donos pagam impostos e chega os indios e levam tudo sem direito algum; NA MINHA OPINIÃO; não sou contra os indios apenas JUSTIÇA levem eles para terras estaduais, federais dexem os produtores continuar vivendo de suas terras como sempre foi

  • Marcio.

    Comentar situação do indiginas no Irapuá – De antemão, deixo dito que respeito o direito de cada um cidadão ou cidadã no seu livre direito de expressão na mais amplitude que seja, assim como o direito de ir e vir, do direito a dignidade humana para conviver e sobreviver em sociedade. Em relação a realidade cotidiana e histórica dos indios do Irapuá é em partes deprimente, podendo em apertada sintese dizer até ” realidade desumana” Pois não merece sobre qualquer analise SUPERFICIAL…….. dizer injusto a reivindicação desse povo por dezenas de razões que muitos DOS MORADORES DA REGIÃO EM GERAL NÃO SABEM.

    Sei que que há inconformismo dos proprietarios atingidos diretamente por esta questão, eis que numa sociedade que vivemos hoje em dia PENSADA POR ALGUNS não poderia ser diferente, sobre tudo é plausivel entender qualquer metodo de expressão aflorada de repudio

    Conheços todas as partes envolvidas nesse embate, o qual tenho imenso respeito por todos, mas como pensamento de ativista social não posso me furtar de falar com o conhecimento da razão, neste caso a emoção não merece destque ao embate.

    Na verdade o incio da trajetoria dos indios no Irapuá, remonta aos anos de 1750, Por um lado se justifica que nós contempareo na região, na ESCOLAS LOCAIS nunca aprendemos a história do próprio local,. QUEM ME CONTESTA A DIZER QUE LHE FORAM CONTADA POR PROFESSORES NA REGIÃO LOCAL, CACHOEIRA, CAÇAPAVA OU ATÉ MESMO EM SANTA MARIA NAS UNIVERSIDADES sobre a Escravidão que ocorreu em toda a região que se estende em particular no que ABRANGE COSTA DO IRAPUÁ – PALMAS E LAGOÃO? Assim, de igual modo a HISTORIA DOS INDIGINAS, ” NA VERDADE SE MUITOS PESQUISAR ARQUIVOS PUBLICOS COM (APERS ) BISPADOS DAS IGREJAS EM CAÇAPAVA E CACHOEIRA DO SUL, verás muitas coisas e covardias cometida,. e quais as familias e pessoas. Bom, atualmente há varias dissertações academicas e até Livros pubicados, inclusive por orgãos publicos e Editora renomada em São São Paulo que ESTAMPAM A HISTORIA DOS FATOS VIVENCIADOS E SOFRIDOS NESSASLOCALIDADES EM COMENTO

  • joao aquiles

    Invasão Reserva Indígena Irapuá.
    Sou nascido no Município de Caçapava do Sul, na localidade Irapuá, onde resido, membro de uma família que possui terras nesse local pelo menos há 03 gerações, terras essas com escrituras públicas registradas pela União. Convivemos pacificamente, a mais de duas décadas com famílias de índios da tribo Guarani Mbyá que vivem as margens da BR 290, enquanto aguardam a decisão da justiça sobre o pedido de uma área de reserva. O processo foi finalizado na Funai, e aguarda os prazos e ou recursos na JUSTIÇA.
    Processo esse, que cita a propriedade como sendo de um único dono, e não de vários pequenos agricultores, desconsiderando- as como ÁREAS LEGALIZADAS e PRODUTIVAS (com escrituras, cadastradas no INCRA e na Receita Federal).
    Embasa seus estudos em fatos do ano de 1750, “esquecendo-se, que em 1500, só havia índios no Brasil, (não existem terras, casas, apartamentos, praças, universidades, empresas…) que estejam fora de território indígena…Se essa dívida é de toda sociedade, por que só os do campo devem paga-la? Posto isso, gostaria de dizer, que a duas décadas esses índios, transitam em nossas áreas, pescam, caçam, retiram materiais para seus artesanatos, em uma área pelo menos cinco vezes maior que a área em discussão, afirmo que nesse período, nunca houve desconfianças, roubos, conflitos, agressão física e ou moral entre ambas as partes. Agora um grupo de pessoas ligadas a uma ONG, sentindo-se salvadores , donos da verdade, infiltram-se na comunidade indígena, sobrepõe-se a Lei, incitam a invasão, criam situações de conflitos,… retornam as suas casas, confortáveis (com certeza), e os deixando os indígenas) sem acesso, a todas demais áreas costumeiramente livres a eles, cruzando campos a noite, como seres ilegais, desviando-se dos produtores, antes amigáveis. Deixam os proprietários e moradores desconfiados, atendendo Promotores, Policia Federal, Audiências e integrantes da Funai, (que nesses anos todos nunca manteve qualquer tipo de contato com a comunidade não indígena)…, na incerteza da continuidade de seus TRABALHOS (produzir alimentos), bem como a possibilidade de novas infiltrações e ou conflitos.
    Sou agricultor, não latifundiário;
    Sou produtor, não pleiteio cargos nem promoções;
    Vivo na Terra e da Terra, sou parte integrante e integrada desse meio.
    Confiante na JUSTIÇA, aguardo resultado e o cumprimento da Lei, do País no qual vivo e acredito,
    “República Federativa do Brasil”, Um País de Todos.

    • Marcio.

      O sr. João Aquiles, de certo modo, como cidadão civilizado, inteligente, batalhador, em expressão sincera da um exemplo de equilibrio humano, de respeito as raças e as concepções daquilo que são as facetas da democracia em construção neste País.

      Não o bastante, fala em aguardar para que real justiça seja feita.

      Reinterei as postagem aqui, de certo modo também para REGISTRAR que ” Em face desta questão indigina, nada tenho a haver, embora posto apenas meu modo IMPARCIAL DE FALAR, independentemente das teias de amizade se é que posso dizer assim, econhecimento vizinhal com que tenho com as partes locais envolvidas na questão versus/expropriação/desapropriação.

      Sem sombra de duvida, sei que a consciencia falará mais alto neste tocante, os acirramento de relações de nada serve a não ser o dialogo e encaminhar dos deslinde da questões nos foros e instancias cabiveis.

      Amigo João Aquiles, Deus está com voces e também com os indiginas

      Outrossim, aproveitando para informar, conto o seguinte. Talves poucos saibam informações sobre SENHORES DE ESCRAVOS DA REGIÃO E SEUS PLANTÉIS, isto é claro no passado, cito algumas familias abrangente a questão, MANOEL GONÇALVES DA TRINDADE (pai e filho com o mesmo nome) – GASPAR DE SOUZA TRINDADE – FAMILIA WALMARATH (arios nomes) – FRANCISCO ANTONIO DA COSTA E JOANA DO PRADO COSTA – VICENCIA ROSA DOS ANJOS – ALIPIO CORREA DA SILVA, FRANCISCO CORREA, eram possuidores locais EM DETERMINADA ÉPOCA DA ESCRAVIDÃO de 60% dos planteis de escravos, e para surpreza histórica se acha em varios assentos de batismo da época escravocrata VARIOS ESCRAVOS SENDO AFILHIADOS DE INDIGINAS, (fonte de pesquisa APERS)

      Tudo o que me referi aqui, é estraido e será de dados oficiais, pois tive a oportunidade até então de ja ler mais de 3 mil paginas de livros, dissertações e outras fontes arquivisticas que retrata, conta, ilustra, desvenda algumas inverdades de longa trajetoria de toda a população que habitou esta região como um todo desde o inicio da formaação de Cachoeira do Sul, com maior detalhes, apartir de 1797 quando Manoel Gomes Porto ganhou as TERRAS DADA POR DOM PEDRO II na região. SENDO A FAMILIA CORREA também oriunda de matrimonio e heranças dessa familia.

  • ana

    COMO ISSO PODE ACONTECER

  • apartheidtbrasileiro

    O que eu vejo é exatamente o que o amigo João Aquiles mencionou. Os índios até então viviam amigavelmente o problema é que eles se tornaram massa de manobra e até mesmo da FUNAI, pq ela precisa ter algo pra reivindicar pra que muitos continuem com ” teta ” governamental, precisam de seus cargos para manterem suas mordomias. Só que o branco não tem uma fundação. E é esse branco que ergueu esse país, que bota comida na mesa, esse branco agricultor. Não me venha com filosofia barata de discurso teoricamente politicamente correto, pq as realidade é outra. Não temos culpa da escravidão, não temos que pagar por algo de centenas de anos atrás. Se muitos negros não tivessem sido traficados, talvez na áfrica, infelizmente, nem comida teriam, e os Europeus nunca pagariam por isso e é nós que teremos que pagar, a mesma coisa os índios, todos nós sabemos que eles entregaram a terra, por troca de “espelhinhos”, essa é a História. Se fosse por direito os imigrantes que aqui chegaram desbravando o continente, colonizando, fazendo crescer o país, teriam que entregar seus cafezais, empresas, casas… tudo, aos índios. E se fosse por questões de posse os imigrantes teriam que tombar regiões por eles desenvolvidas de séculos atrás. Vem certas pessoas nesse mundo pra reivindicar o que não é reivindicalizado. Não podemos, repito, pagar por algo de 1750,ou de 1500, estamos no século XX, 2013. Vivemos o que deveria ser de igualdade, igualdade da escritura adquirida, ora se a terra é de minha escritura eu a produzirei assim como faço. Somos nós que levamos carne, feijão, arroz… as prateleiras dos supermercados, afinal carne não dá em árvore e leite não da em caixinha.Os índios assim como os afrodescendentes ganham subsídios do governo , e o agricultor dessas terras pagam impostos. Impostos que custeiam o que citei acima, dos índios e demais. Por que não fazem como os imigrantes estudem , já tem as cotas que tiram o direito do branco competir , trabalhem, juntem dinheiro, comprem suas terras parem de querer que nós pague por algo que não devemos. E pare de citar livros se não me obrigarei a por a carta de Pero vaz de caminha. Ali começa a história. Eu, desse jeito vou querer os cafezais dos imigrantes . Seria muito fácil sair desapropriando terras alheias (ironia) . E no mais o artigo 231 S6° diz que essas terras no seu ato de desocupação mediante interesse público da União. A união tem que levar em conta que ali são famílias de pequenos agricultores, não há latifundiários como colocaram. A união tem que levar em conta o interesse da produção de alimentos ao país. Como dito acima, em outro tópico de comentário pq o governo não os alocam em reservas como o Taim, ou em áreas da união e do Estado. Acredito na justiça, tenho fé que vamos continuar a levar à mesa dos brasileiros o alimento nosso de cada dia e assim o sustento das famílias que dali tiram sua renda. A África do Sul foi exemplo, juntou brancos e negros a estes nunca foi tirado a terra do branco por questões raciais de justiça social, foi oportunidade com trabalho, juntou os povos através do esporte, o Higbi, deu escola e eles aproveitam até hj, no Brasil, só querem tirar vantagem em cima daqueles que trabalham. Hoje mais do que nunca me sinto como se vivesse num apartheid, sou discriminado por ser Branco, sofro racismo… assédio moral… E lembrando carne não cresce em árvore, arroz não dá em folha, leite não nasce em caixinha… e pra finalizar copiei as palavras do Sr. João Aquiles que traduziram alguns dos meus sentimentos:
    “Sou agricultor, não latifundiário;
    Sou produtor, não pleiteio cargos nem promoções;
    Vivo na Terra e da Terra, sou parte integrante e integrada desse meio.
    Confiante na JUSTIÇA, aguardo resultado e o cumprimento da Lei, do País no qual vivo e acredito,
    “República Federativa do Brasil”, Um País de Todos.”

    OREMOS, assim como o companheiro jefferson

    • Marcio.

      Em resposta apartheidtbrasileiro, Em primeiro lugar, é interessante alertar que o Brasil é o que é em corrupção, escandalos diversos, covardias, discrinações vergonhosas e outras imoralidades pelas praxes dos ANONIMATOS DISCIDENTES AQUI E ACOLÁ.

      ” Disse…..Não temos culpa da escravidão, não temos que pagar por algo de centenas de anos atrás. Se muitos negros não tivessem sido traficados, talvez na áfrica, infelizmente, nem comida teriam, e os Europeus nunca pagariam por isso e é nós que teremos que pagar, a mesma coisa os índios, todos nós sabemos que eles entregaram a terra, por troca de “espelhinhos”, essa é a História. Se fosse por direito os imigrantes que aqui chegaram desbravando o continente”
      Senhor ou senhora que postou essa ” IMORAL E OFENSIVO ARGUMENTO A QUESTÃO ORA EM COMENTO” primeiro lugar, posso lhe dizer que também sou originario dessa região, porém adjcentes, e por ela tenho imenso respeito por todos, sou negro e meus ancestrais direto remanescem na região, oficilmente identificados sua chegada desde 1805. Como escravo e posteriormente alguns alforriados não ganharam terras de ninguém, ao contrario compraram partes de alguns senhores da época imperial pelas brechas possiveis menos formais possiveis, isto provados por documentos históricos da épocas, ENTÃO SE DESCARTA QUALQUER HIPOTOSE DE INVENCIONISMO COMO PODEM PENSAR ALGUNS.
      Certamente, é notório pela escrita de cada um o seu grau de conhecimento geral, de convivio humano e fraterno, de domnio de causa e de bens, e sobremaneira de defesa diversa apenas em causa prória ou de pequenos grupos.

      NÃO SEI SE VOCE É DA REGIÃO, mas quero aqui lhe dar um exemplo, em reposta que voce cita ” TALVEZ NEM O QUE COMER TERIA” Sei da trajetoria local de todas as familias que vivem nesta região, Irapuá, Palmas, Lagoão e locais adjacentes contiguo, Meu pai, hoje com 82 anos de idade, basicamente trabalhou para quase todos os antigos produtores de arroz e outras atividades nestas redondezas, embora cada um desses deixou sua história marcada pela exploração servil, nem por isso ele deixou de sustentar a custa de seu suor nós 10 filhos, Hoje tens filho formado em Direito e policial civil, Trabalhadores em diferentes areas e NUNCA PEDIMOS UM PRATO DE COMIDA PRA NINGUÉM. e nem mesmo meu pai buscou seus reais direitos principalmente daqueles que lhe exploram por varios e varios anos e depois LUDIBRIARAM dizendo – se como ditos quebrados….. Como cidadão de respeito, e respeitando o direito de manisfestação alheia, vou me limitar a um prolongamento de resposta a VERBORRÉIA em parte psotada fazendo ilações, e claro em vista a minha postagem sem sombra de duvida.
      ” SOU NEGRO E TENHO ORIGEM E ORGULHO
      SOU NEGRO, ESTUDEI O BASICO PARA SER CAPAZ
      SOU NEGRO DOTADO DO CONHECIMENTO PARA FALAR COM A RAZÃO E NÃO COM APENAS A SUPERFICIALIDADE DA EMOÇÃO

      SOU NEGRO, SONHO E LUTO PARA CRESCER E JAMAIS LESANDO O ALHEIO OU DELE ME USUFRUINDO.

    • Marcio.

      E pare de citar livros se não me obrigarei a por a carta de Pero vaz de caminha. Ali começa a história. Eu, desse jeito vou querer os cafezais dos imigrantes . Seria muito fácil sair desapropriando terras alheias (ironia) . E no mais o artigo 231 S6° diz que essas terras no seu ato de desocupação mediante interesse público da União,
      NÃO MERECE RESPOSTA ESTA LINGUAGEM ESPÚRIA, se o conhecimento do DIREITO service neste caso, para a moraliza – lo faria sentido inovador

    • Marcio.

      precisa ter algo pra reivindicar pra que muitos continuem com ” teta ” governamental, precisam de seus cargos para manterem suas mordomias. Só que o branco não tem uma fundação. E é esse branco que ergueu esse país, que bota comida na mesa, esse branco agricultor. Não me venha com filosofia barata de discurso teoricamente politicamente correto, pq as realidade é outra. Não temos culpa da escravidão, não temos que pagar por algo de centenas de anos atrás. Se muitos negros não tivessem sido traficados, talvez na áfrica, infelizmente, nem comida teriam, e os Europeus nunca pagariam por isso e é nós que teremos que pagar, a mesma coisa os índios, todos nós
      sabemos que eles entregaram a terra, por troca de “espelhinhos”, essa é a História

      PESQUISE A CONSTITUINTE COMO UM TODO, E PARA FINS DE DITAS ” TETAS DE GOVERNO” compare a historia do municipio, ” dos sumissos dos arroz de silos comprado pelos governo, pelosescandolos do Detran, pelo o que fez a região o antigo entendente J. Lopes Anibal Loureiro, pede para a policia federal e o TCE investigar o crescimento financeiro de alguns, assim veremos muitas historias de espelhinhos kkkkkk

  • Erivelton

    Venho aqui expressar minha indignação quanto ao que esta acontecendo,estão usando os indios que até então eram acolhidos pela comunidade local e ajudados por muitos dos pequenos agricultores que agora querem tirar as terras.O Brasil tem tanta terra improdutiva compradas de maneira ilegal que estas sim serviriam para acentamentos sem deixar ninguem prejudicado,quem vão desapropriar para colocarem estes agricultores que estão tirando de suas terras,porque são pessoas trabalhadoras que dependem dali para viverem,será que vão criar emprego para todos.Em um lugar tranquilo alguns aproveitadores estão se promovendo em cima dos indios da região porque se todo mundo que não tem alguma coisa resolver invadir ou se apropiar do que é dos outros onde nós vamos parar.Pra exercer o direito dos indios estão pisando na própria constituição tirando os agricultores das terras que são suas.Será que o direito é para todos mesmo?

  • Rosane

    Nada tenho contra as nações indígenas,ou qualquer outra classe de brasileiros considerados ¨minorias¨.mas ao mesmo tempo não consigo entender que quando se fala em igualdade,tenhamos que ser classificados como esses ou aqueles,
    Os índios não podem mais ser livres,caçando,pescando,tomando banho de rio etc…porque os seus defensores estão incutindo em suas cabeças que eles tem que mudar.
    Como mencionou o sr João aquiles,eles sempre tiveram liberdade de ir e vir no irapuá,liberdade hoje em dia tolida por seus ¨defensores¨.eu pergunto é assim que eles serão felizes.
    E os agricultores,que sempre conviveram de forma amigável com eles,será que estão felizes de agora terem que considerar ,seus antes amigos,como ameaça?
    Realmente eu não consigo entender esse Brasil de tantas raças ,agora ter que ser dividido em raças certas e erradas…
    acho que todos nós merecemos respeito.viva os ìndios brasileiros e viva os agricultores brasileiros,,,,Todos merecemos continuar sendo o que somos,deixemos os ìndios seguirem sendo quem são e os agricultores deixemos também continuarem sua tarefa bastante árdua de colocar comida na mesa de toda a nação brasileira,sem importar a raça.

  • João Alberto

    Culpado!!!
    Sera que os produtores rurais do irapuá servirão de bode expiatório para organizações politicas mascaradas com outras fachadas.
    Produzir alimentos,ser branco ( mesmo sabendo que a maioria de nós tem sangue indígena e/ou afro) não é politicamente correto.Conheço a região do irapuá e sou testemunha de avistar índios passando por dentro de lavouras de particulares e mais tarde retornando com caça/pesca,e brincando na água dos açudes sem serem molestados vivendo harmônicamente com os moradores da região(pequenos produtores)
    Há algumas gerações talvez tenham vivido índios na região assim como existiram escravos ,então quem não tiver miscigenação que seja mandado embora para suas etnias de origem e não comemoremos mais o dia do descobrimento do Brasil.
    P.A. Cabral o que tu fizeste….

    • Marcio.

      Tens plena razão o João Alberto e respeito o sr. João Alberto, o fato do reconhecimento dignifica o ser humano embora haja os inconformismo.
      Porém, infelizmente não há resta outra maneira num pais tão desigual a amenizar as desigualdades corrigindo elas pelos efeitos do tratar das desigualdades anteriormente praticada.

      Sabe se que não é facil para ninguem a aceitação de algo que jamais esperariamos ou imaginassemos, até por que as novas gerações contemporaneas em muitas delas nada contribuiram para o mal alheio, porem todos nós de uma maneira ou outra herdamos um fardo pesado para carregar ou enfrentar na vida.

  • Diego de Freitas

    Não sou morador do irapuá mas tenho amigos e conheço bem aquele lugar, como o Daniel tinha dito anteriormente, por que os índios não ficaram no lugar que lhes foi dado? La não tinha água encanada,saneamento básico,luz e outras mordomias, ao meu ver na beira da BR é muito mais fácil, porque fica fácil o comercio e cestos e outros objetos, os vizinhos e isso eu sou testemunha jamais proibiram os índios e caçar e pescar em suas terras. E agora querem fazer uma ocupação que não foi decretada ainda, como fica o trabalhador rural que depende da terra pra sobreviver? “Ai virão me falar, mas se os índios tivessem terras próprias eles iriam produzir.” é só os senhores pesquisarem na internet quantas fazendas de alta produtividade foram invadidas e como esta agora.

  • Prof. Celso Lopes

    Estamos num País sem seriedade, não consigo entender, documentos não tem mais validade, se todos produtores tenham ma escritura , pagam impostos pela suas terras, aí uma hora para outra aparecem Funaí querendo fazer ex-propiação no irapuá, que ninguém recebe nada de indenização das suas áreas, Ali existem famílias trabalhadoras que vivem da terra, como a justiça e governo estão incentivando este tipo de atitude, tirar de uns para dar para outros, existem tantas áreas nete País, vão escolher áreas produtivas para dar os índios, os mesmos sempre tiveram livre acesso aos matos para pescaria, caçadas e material para seus artesanato, com está atitude que a Funaí e ONGS estão fazendo, estão incentivando terminar as relações da comunidade com os índios que sempre foi de um bom relacionamento, pq ninguém vai entregar suas terras, os proprietários tb tem seus direitos. Vivemos num Brasil sem moral,que politicos só fazem coisas para continuar no poder, agora os trabalhadores estão sendo atingido com a retirada do seu próprio sustendo.

  • Mauricio

    A Dívida
    ————————————————————————-
    Se há uma dívida a ser paga, ela é de total responsabilidade do estado brasileiro, que deixou por gerações e gerações os povos indígenas as margens do crescimento do país. Esta onda propagandista fantasiada de populismo barato das instituições governamentais brasileiras está tentando de forma totalmente irracional reverter uma situação secular. Os povos indígenas que habitavam este local há mais de 250 anos e que foram dominados por espanhóis e portugueses deveriam sim receber devida assistência do estado, mas não reintegrar “posse” retirando de quem por um cálculo óbvio histórico não fez parte desta origem. Estes cidadãos brasileiros, agropecuaristas que habitam o Irapuá, possuem terras com escrituras públicas registradas pela União. Daqui 3 séculos teremos outra dívida, com estas famílias que hoje possuem terra nesta região e que por decisão do estado devem deixá-las. Nos 3 séculos subsequentes, com quem será a nossa dívida?
    Como Referido no texto do amigo João Aquiles “em 1500, só havia índios no Brasil, (não existem terras, casas, apartamentos, praças, universidades, empresas…) que estejam fora de território indígena…Se essa dívida é de toda sociedade, por que só os do campo devem paga-la?” Ora, o que é terra indígena se não um TODO do Brasil. Seguindo a linha adotada neste caso, proponho uma solução igualitária: Embarquemos para os países de origem de nossos antepassados familiares e reivindiquemos nosso espaço por lá.

  • Geloi

    É incrível como uma pessoa tenta colocar suas ideias na mente de outras pessoas, vendo aki que só uma se coloca a favor dos indios, nem sabe ela a historia desses indios pois só cita cartas de fulano, lei de cicrano e ainda se intitula amigo dos agricultores daqui, uma pessoa como esta que vem com esse monte de palavreado e coisa e tal só pode ser um oportunista inrustido para se candidatar a um cargo político; se já não é; porke quase todos eles, POLITICOS,começam assim defendendo os fracos e oprimidos mas depois de estar lá viram nos corruptos que existem hoje por ai.Estes indios que habitam lá no irapua há muito tempo nem são brasileiros como consta em processo administrativo na FUNAI ,são indios INTINERANTES PROVINIENTES DA BOLIVIA, PERU E PARAGUAI, como que uma pessoa defende estes indios se nem brasileiros eles são? ele fala no ano de 1750, mas nós estamos no ano 2013 e ai? quer dizer então que vamos tirar todos os brasileiros daqui e colocar os indios de todo o planeta aki? não tenho nada contra indios, negros ,brancos. amarelos e etc. sou apenas a favor de justiça, porke o governo não assenta esses indios em terra FEDERAL? SIMPLES não dá voto. Me desculpa voce que diz amigo dos agricultores mas para min que não o conheço,voce está muito desinformado ou está pleiteando alguma terra tambem, porke se voce é pai de família que educação voce dará a um filho seu futuramente dizendo que ganhou terras sem trabalhar se é que este é seu caso, ou pior esta cuspindo no prato que come pois se voce recebe bolsa família saiba que o arroz, o milho, o oleo de soja que vem na cesta basica são produzidos por esses agricultores na qual serão desapropriados. Na questão de míséria dos indios isto não é verdade pois eles tem toda assistencia que querem inclusive com ambulancia se precisar vem até o acampamento deles e tambem a forma das casas deles de barro e lona é por opção deles porque a muito tempo atraz foi feito pela prefeitura casas de alvenaria com banheiros para os indios mas em pouco tempo eles mesmos desmancharam porque a maneira deles é aquela, até para cultivar a tradição deles , então vamos pensar que estamos numa DEMOCRACIA na qual todos estes agricultores pagam impostos, geram renda a varias familias e tambem torcer para o governo assentar os indios num lugar certo para eles mas que não de prejuízo a ninguem.

  • Marcio.

    Assim dispensar tempo, em breve volto, quero apresentar ao conhecido Geloi, diria até amigo se assim for reciproco da parte dele, repito, apresentar toda os passos a passos das TRANSCRIÇÕES DE TERRAS a que ele se refere, e fala em 300 anos sem minamente conhecimento de fato, mas sim superficial, e ja adianto, NESTAS TRASAÇÕES DE VENDA DE TERRS EM VARIOS PEDAÇOS, VERÁS O OUTRO LADO DA HISTORIA DOS DOCUMENTOS E COMO ELES FORAM ” ditos legitimados” Então se poupe propagar o que pouco sabe

  • Marcio.

    EM RESPOSTA AO GELOI, meu conterraneo em partes…..

    Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpa por minha manifestaçõesneste tocante se é que causa desconforto alheio.

    Em segundo lugar quero dizer que referente a questão que envolve OS CORREIAS E INDIGINAS DO ACAMPAMENTO DO IRAPUÁ minha opinião é apenas opinião e conhecimento das realiddes que se postam em jogo, e isto não significa que tenho participação nas ações, tão pouco minha opinião ou não, assim como todas as postadas aqui terá poder de anular a questão, exceto no curso da via administrativa e das jurisprudencias se possivel for.

    Terceiro, o fato de minha opinião divergir em parte de alguns vinculados as familias em “lamento a questão” não corresponde ter mais MAIS OU MENOS AMIZADE OU PRETIGIO, pois é interessante dizer que vivemos numa construção de democracia, e o grosseiro e cercear o direito de outrem no tocante a sua livre liberdade de expressão, ou seja, comparando o que disseste ” AINDA ESTA PESSOA DAQUI SE DIZ AMIGOS DOS AGRICULTORES” Me considero sim, amigo de alguns dos envolvidos nesta questão de ambas as partes, e assim como eles, ser meus querer ou aceitar ser meus amigos não é preciso concordar ou me adular naquilo que permeio ou faço atuações……

    Cito exemplo, em relação a questão quiombola, partes dessas familias desfavorecidas
    pelo que se sabe e ve são contra incluindo colocam suas organizações tradicionais como o CTG ou PTG RONDA DOS PAMPA como sede a disosição das de espaços fisicos para articuações contra a comunidade, incluindo outras articuações com Deputados e tudo isso pelos quilombolas são visto como direitos de todos e consagrado na constituição Federal, e isto não anula a relação de ” dita amizade e de algumas prestação de serviços e favores que se mantem com pessoas do quilombo” exceto se a ignorancia for predominante!!!!!!!!!!

    Em relação aos outros ditos, no contexto apolitico, poitico e no ambito de sua expressa antipatia ao social, embora querendo não querendo deixar transparecer, prefiro não entrar no mérito da sua posição e manifestção de repudio pois seria assim meus descabimento moral por inalação contextual…., ante exposto, prefiro apenas me ater ao ajudar contribuir com voce a nivel de conhecimento no que tange a Antropologia e hitória real, assim digo, desde ja pode contar comigo para he fornecer varias histórias oficiais de nossas origens nessa região, do lado do progresso e deslises e outras praticas que se fazem propriamente dito história,

    Ante exposto, ainda digo, que estas reposta e informações não simbolize o rompimento de bem estar e respeito que sempre tivemos como vizinhança….. opiniões a parte

    A documentação do século XIX sobre a região onde hoje Cambará fica localizada, revela a existência de relações cotidianas entre indígenas, africanos e afro-descendentes. Casamentos e apadrinhamentos parecem ter sido uma constante durante o século XIX, em especial na primeira metade, época na qual há uma massiva presença de índios classificados como “missioneiros” na região.

    Este quadro demonstra não só um contato duradouro entre esses povos, mas também a necessidade de relativizar a fixidez do significado de categorias étnico-raciais ao longo da história. Pelo pouco que pôde ser apurado, não raro descendentes de indígenas foram classificados como “pardos” nos assentos de batismo eclesiásticos. Nos resgates de fartas documentações do passado dessa região em diversas fontes arquivisticas capítulo sobre a formação territorial de Cambará, os dados compulsados permitem inferir a existência dessas relações

    EM RESPOSTA AO O SENHOR GELOI “ SE REFERIU 300 ANOS ”, Vale dizer que terras indiginas em questão estão dentro dessas transações de compras e vendas abaixo listada.

    O primeiro Lopes que chegou à região foi Jesuíno Lopes de Souza, mas apresento aqui pra melhor identificação várias de seu filho Antonio Joaquim

    Sucessão territorial na COSTA DO IRAPÚA – Já no final do século XIX e início do século XX, podemos destacar dois importantes possuidores de terras na região.
    Francisco Correa da Silva (esta, facilmente, identificável na Planta da medição da Sesmaria da Palma) e Antonio Joaquim Lopes
    .
    O primeiro, conforme mencionado anteriormente, recebeu parte de suas terras na herança de seu pai e sua mãe e parte em transições de compra com outros moradores, como segue abaixo:

    Venda, em 18/07/1903, de 43,56 ha de campos e matos de João José Fernandes, Joaquim José Bogado e sua esposa a
    Francisco Correa da Silva.

    Venda, em 16/08/1905, de um quinhão de campo e matos que fez Alcides José Fernandes a
    Francisco Correa da Silva

    Venda, em 28/07/1906, de 42,56 ha de campo e matos de Antônio Joaquim Lopes a
    Francisco Correa da Silva

    Venda, em 28/07/1906, de 43,56 ha de campos e matosque fez Dona Pacífica Luiza Fernandes a
    Francisco Correa da Silva
    .
    Venda, em 08/07/1909, de 53 ha que fizeram João José Fernandes, Arlindo Vieira dos Santos e sua mulher Dona Maria Amália dos Santos, Dona Vicentina Luiza Fernandes, Arisitides José Fernandes, Arthur José Fernandes e sua mulher Dona Etelvina Luiza Fernandes que fizeram a
    Francisco Correa da Silva
    .
    Venda, em 13/01/1910, de 26 ha que fizeram Francisco Ponciano Fernandes e Alcides José Fernandes a Francisco Correa da Silva

    Venda, em 05/11/1914, de uma parte de campos e matos que fizeram Vicente Rodrigues da Silva e sua mulher Joaquina Ferreira da Silva a
    Francisco Correa da Silva
    .
    Venda, em 04/03/1922, de 26,13 ha, que fez Aristides José Fernandes a Francisco Correa da Silva

    O primeiro Lopes que chegou à região foi Jesuíno Lopes de Souza, sendo que se encontraram poucas referências documentais deste, mas várias de seu filho Antonio Joaquim

    APERS – Livro de Notas de Cachoeira do Sul, nº 3 –
    30/04/1902 – 13/06/1904. fls. 70, 71, 71v e 72.

    Idem, nº 4 – 20/08/1904 – 18/07/1906 – fls. 59, 59v e 60.

    Idem, nº 5 – 1906-1907 – fls. 02, 02v, 03, 03v e 04.

    Idem, nº 5 – 1906-1907 – fls. 7v, 8 e 8v.

    Idem, nº 6 – 1907-1915 – fls. 50, 50v.
    Idem, nº 6 – 1907-1915 – fls. 60v, 61.

    Idem, nº 6 – 1907-1915 – fls. 177, 177v.
    54
    Idem, nº 8 – 05/09/1919 – 12/11/1925. fls. 34v e 3

    Venda, em 28/07/1906, de 42,56 ha que fez Antônio Joaquim Lopes a Francisco Correa da Silva

    Venda, em 24/03/1910, de 15 ha que fez Antonio Joaquim Lopes a Horácio José de Freitas.

    Venda, em 25/05/1910, de 8 ha que fez Bonifácio Queiroz a Antonio Joaquim Lopes.

    Venda, em 17/07/1913, de 21 ha que fez Laurintino Alves Pereira a Antônio Joaquim Lopes.

    Venda, em 27/08/1913, de 26 ha que fez Antonio Joaquim Lopes a Domingos Ramos
    . Destacamos a importância deste registro, pois corresponde a uma venda de terras a negros, sendo Domingos Ramos filho mais velho de GasparRamos.

    Venda, em 14/11/1913, de 3 ha que fez Achiles Correa da Silva (filho de Francisco Correa da Silva) a Antonio Joaquim Lopes.

    Venda, em 01/05/1925, de 43,56 ha que fez Antonio Joaquim Lopes a Achiles Correa da Silva.

    Venda, em 02/12/1902, de 7,26 ha que fez Dona Laurinda Rodrigues Ribeiro a

    NO CASO DAS TERRAS QUILOMBOLAS, posto em outra oportunidade para não confundir uma questão com outra, haja vista PARECER TER POUCO CONHECIMENTO PROFUNDO SOBRE AS VERDADES DE FATOS E FEITOS NO PASSADO DE ONDE SOMOS CONTERRANEOS.

  • cristiano

    Que palhaçada, não entendi até agora a citação das negociações dos campos de 300anos atrás como sita esse tal de márcio. Foi assim em todo o território nacional e agora acharam o irapuã de bode expiatório. Em último caso se o governo as ongs fossem setores sérios e preocupados com o bem comum, teriam tido a dignidade de no mínimo indenizar os proprietários de forma justa para que possam adquirir o mesma quantidade de terras em outro lugar. NÃO seria a melhor forma, pois essas famílias sim tem raízes na região, mas seria algo pelo menos digno de consideração, agora chegarem tentarem na mão grande tentando parecer que isso ocorreu somente no irapuã é atentar contra o mínimo de dignidade da pessoa que defende essa ideia, sendo que a mesmo por si só já absurda. Atentar contra o estado de direito das pessoas sim é crime, sendo assim, através desta papagaiada toda que se escreve, que serve até para corroborar que as terras foram adquiridas de forma legal, volto a salientar, porque não ocupam terras federais, amazonia, mato grosso, eu pessoalmente fui na aldeia e já falei com o cacique lourenço e ele não soube me precisar de onde eles vieram seus antepassados, mas me indicou que deveria ser do Paraguai…e me vem com essa babaquice querendo incutir goela abaixo, e brabo e muito imoral…..A causa indígena é muito justa, mas um dos últimos lugares a ser iniciado essas atividades é no irapuã, pois existe milhões de outros lugares com pré disposição a isso.. VERGONHA..

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