POR TRÁS DA GARE

“…Vivendo em um local sem calçamento, sem iluminação pública, sem saneamento básico, mais de cem famílias utilizam, em conjunto, essa saída curiosa para terem um pouco mais de conforto. Cada casa, sendo algumas de poucos cômodos e com menos de cinco aparelhos eletroeletrônicos, paga para os vizinhos que puxam a energia ‘lá de baixo’, das […]

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“…Vivendo em um local sem calçamento, sem iluminação pública, sem saneamento básico, mais de cem famílias utilizam, em conjunto, essa saída curiosa para terem um pouco mais de conforto. Cada casa, sendo algumas de poucos cômodos e com menos de cinco aparelhos eletroeletrônicos, paga para os vizinhos que puxam a energia ‘lá de baixo’, das moradias que fazem parte de outro bairro e que foram separadas da ocupação pela construção de uma grande avenida.
A Prefeitura não investe e nem pode investir em melhorias no local porque ela mesma, como órgão gestor do município, entrou com uma ação de reintegração de posse do terreno. Como os moradores vivem em uma área pública do município e ninguém é dono legalmente do seu lote, mesmo que morem lá por mais de vinte anos, para as instâncias do Poder é como se aquele lugar não existisse. Não há nem mesmo Código de Endereçamento Postal, o CEP. Assim, as correspondências e o direito legal de acesso à eletricidade não chegam.” (trecho da matéria ÁREA NOBRE NÃO É LUGAR DE OCUPAÇÃO)

ocupação vista da ponte do Itararé. fotografia de Gianlluca Simi

 

ocupação da Gare vista da ponte do Itararé. fotografia de Liana Coll

casas na Gare. fotografia de Gianlluca Simi

ocupação da gare vista da ponte do Itararé. fotografia de Liana Coll

meninos brincam na quadra de esportes que data da época de movimentação da estação férrea. fotografia de Liana Coll

Nos fundos das ruas da ocupação, trilhos ainda existem no local da antiga estação férrea. fotografia de Liana Coll

na comunidade da gare, as ruas são poucas e as passagens existentes são estreitas e improvisadas. fotografia de Liana Coll

escadas ligam "andares" da ocupação. fotografia de Gianlluca Simi
escadas ligam “andares” da ocupação. fotografia de Gianlluca Simi

essa pequena passarela em cima do túnel da av. Rio Branco serve de passagem para o caminho da escola e do trabalho para os moradores da gare. fotografia de Liana Coll

a pracinha velha e a quadra de esportes são construções do tempo de funcionamento pleno da estação férrea. fotografia de Liana Coll

casas em uma das quadras da ocupação da gare. fotografia de Liana Coll

moradores na gare. fotografia de Liana Coll

Casas na gare. fotografia de Liana Coll

 

POR TRÁS DA GARE, pelo viés dos fotógrafos Gianlluca Simi e Liana Coll.

gianllucasimi@revistaovies.com

lianacoll@revistaovies.com

 

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