8 DE MARÇO: MAIS UMA VEZ EXIGIMOS RESPEITO

Fotos e relato de uma redatora assumidamente vadia e feminista, que espera ter visto dia 8 apenas o início de grandes enfrentamentos e buscas por uma sociedade igual, humanamente diferente e totalmente livre que Rosa já defendia em sua modernidade.

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8 de março é mundialmente conhecido por ser o dia da mulher. Ano após ano, mulheres são celebradas e homenageadas nesta data especial. São produtos estéticos, flores, chocolates e utensílios cama-mesa-banho que mais figuram entre os disputados presentes para elas. As mensagens de carinho, afeto e sensibilidade também agradam, afinal, que mulher não gosta de ser lembrada por ser uma boa mãe e esposa dedicada ao lar?

A feminista, claro.

Feminista é sinônimo de sapatão, vadia, louca, “mal comida”, entre tantos… Somente ela para ter a audácia de se levantar contra a desigualdade de gênero e para fazer cara feia aos padrões de beleza impostos pela mídia. Quanto desespero! Onde já se viu não aprovar todas as bonitas demonstrações de agradecimento que a sociedade capitalista nos passa? Como não se sentir grata por ter direitos exclusivos num mundo com oportunidades tão seletivas e limitadas àquelas(es) que merecem? Quanta reclamação, mulher.

Um dia de luta

Como o nosso calendário não falha, mais um dia 8 veio, e em Santa Maria ele carregou peculiaridades dignas de nos encher de esperança. A reunião de diversos movimentos sociais juntamente com a Universidade Federal de Santa Maria (através da Pró-reitoria de Extensão) impulsionou a criação da I Jornada de Luta das Mulheres, que teve “abertura oficial” nessa simbólica data.

Mais uma vez fomos às ruas, mais uma vez exigimos respeito. Sob crítica à passividade com que maioria da população enxerga o 8 de março, anteontem, no centro de Santa Maria, vimos um movimento comprometido, organizado e disposto a transformar nossa realidade, fazer com que mais pessoas enxerguem a necessidade de buscar a igualdade plena entre homens e mulheres.

Periferia, centro, arte, música e muita vontade de mudança foram algumas das peças que embelezaram as atividades iniciadas na Praça Saldanha Marinho e culminaram em uma marcha até a ocupação cultural realizada na Gare da Estação. Homens e mulheres estavam lado a lado e entoavam toda a dor e alegria de se lutar por uma causa secular, que mata e atinge milhares de companheiras diariamente. Abaixo, seguem algumas fotos que a Revista o Viés registrou de mais uma ação política, social e coletiva que a Boca do Monte teve a ousadia de presenciar. Acima, o relato de uma redatora assumidamente vadia e feminista, que espera ter visto anteontem apenas o início de grandes enfrentamentos e buscas pela sociedade igual, humanamente diferente e totalmente livre que Rosa já defendia em sua modernidade.

  

   

  

  

  

  

  

  

  

 

8 DE MARÇO: MAIS UMA VEZ EXIGIMOS RESPEITO, texto pelo viés de Marina Martinuzzi e fotos de Bibiano Girard, Graciane Martini, Larissa Machado Brum, Taísa Carolina e Tiago Miotto.

 

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